sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ahh se eles fossem assim...

Tenho a mania de ficar fuçando tudo quanto é portal de notícias, e sempre caiu na parte astrológica, teen ou de fofoca. Aqui no meu trabalho cortaram as páginas de esporte, caso contrário acessaria também. Hoje espiando o portal Terra (http://www.terra.com.br/), encontrei as 25 frases que um homem não falaria. Concordo com algumas e descordo de outras. As frases são:

1. Já que eu estou em pé, quer alguma coisa? (essa no começo eles falam)
2. Você parece triste. Quer conversar? (ah já ouvi essa ai: ui que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?)
3. Por que a gente não vai no shopping e você escolhe alguns sapatos novos?
4. Acho que precisamos discutir nossa relação. (neverrrr!)
5. Sexo não é importante. Vamos ficar apenas.
6. Antonio Banderas e Brad Pitt? A gente precisa ver esse filme! (ainda bem que ele não fala isso!)
7. Quer ajuda para escolher os sapatos?
8. Você está com dor de cabeça? Deixa que eu pego um remédio para você e faço uma massagem para relaxar. (aixi que fofo! bem que podia né?)
9. Eu não sei o caminho. Vamos parar e perguntar. (e deixar o orgulho de pensar que sabe tudo de lado? nem nem)
10. Eu seguro sua bolsa enquanto você experimenta outra roupa. (prefiro amiga na hora de comprar)
11. Esse vestido ficou bom, mas por que você não experimenta mais alguns?
12. Aquela mulher tem os seios muito grandes.
13. Você cortou o cabelo? (já ouvi isso!)
14. Esta noite quero te dar tudo o que você merece. Vamos ao restaurante mais caro da cidade.
15. Deixa que eu lavo a louça. Hoje é domingo e você merece descansar. (se falar é porque está com febre!)
16. Querida, telefone para você. É o seu melhor amigo. (só se o amigo for gay, e mesmo assim ainda ficaria com ciúme).
17. Eu acho a Sabrina Sato tão artificial (nunnnncaaa diriam isso!)
18. Prefiro ficar com você. Só vou ao bar se você for (essa mesmo! eles querem é que você fique em casa)
19. Você vai marcar horário para fazer as unhas? Veja se tem um para mim também, por favor
20. Já coloquei a roupa suja na máquina. (ahh isso é fácil de fazer, mas tem que ter força de vontade).
21. O seu sapato não está combinando com a sua bolsa. (fala se for perguntado)
22. Não compre na primeira loja, vamos andar mais um pouco para você escolher melhor.
23. Acho que a empregada deixou poeira em cima da geladeira.
24. Vou reclamar com o vizinho dessa história de a mulher dele ficar só de calcinha na janela. (é capaz de pedir para andar mais isso sim hauahua)
25. Amor, por que você não está enroscando os seus pés nos meus hoje?


A mensagem disso tudo é que muitas vezes esperamos uma coisa e os homens fazem outra. É provado e comprovado que homens e mulheres são diferentes em muitas coisas. Só que algumas mulheres não sabem disso. Aceitar as diferenças é difícil, parabéns para os casais que conseguem. Já que hoje é tudo tão: não faz do meu jeito? Acabou então. Claro que existem coisas que realmente passam dos limites, vai de cada um saber o que é melhor pra si.

Mas se eles fizessem tudo o que queriamos qual graça teria? O bom é sentir que estamos no comando e eles fingirem que obedecem.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Texto e foto: Magali Colonetti

Moradora de um dos bairros mais pobres de Criciúma, o bairro Renascer, Ângela Freitas Machado é uma típica brasileira que sobrevive com o uso da malandragem. Com 38 anos não sabe ler, pois tem dificuldade em aprender, cata lixo e ganha algumas coisas. Existem mulheres que sempre ajudam e são consideradas "fixas". Doam comida, roupa e até móveis usados. Quando a situação aperta é delas que vem a ajuda. No lixo encontra objetos e itens que usa em casa ou vende para os vizinhos por R$ 10,00, ou outro valor, dependendo do que for. "Acho brinquedos, roupa, pulseiras... achei uma cortina e um conjunto de toalha, quer ver?" Na parede da cozinha de sua casa vários quadrinhos com fotos, imagem do sagrado coração de Jesus e penduricalhos encontrados nas lixeiras por aí.

Na verdade quase tudo da sua casa foi encontrado no lixo. Só o liquidificador e um tanquinho elétrico de lavar roupa ela diz ter comprado. Durante a entrevista uma de suas vizinhas veio perguntar se tinha flor de plástico. Geralmente é no centro onde ela faz esse trabalho. Até um carrinho é utilizado para carregar o que é encontrado. Uma ação incentivada pela prefeitura que quer acabar com carroças no centro. Esse veículo é muito utilizado pelos catadores, e algumas vezes até crianças "dirigem" nas avenidas movimentadas da cidade. Mas um tombo acabou resultando numa lesão em sua perna esquerda, e por enquanto ela não pode sair de casa. Para andar tem o auxílio de uma vassoura azul velha que ela chama de bengala. Até tem uma muleta, mas prefere a vassoura.

Ângela começou a catar lixo quando era adolescente. Antes não necessitava e seus pais não deixavam. Sua mãe Josefa era do lar, e seu pai Alberto mineiro. Nascida em Criciúma, foi criada junto com sete irmãos. Hoje são apenas quatro. Dois morreram e um sua mãe afirma ter doado.
A dificuldade de aprendizagem de Ângela é resultante de um problema mental, que ela mesma não sabe qual é. Mas seu comportamento é de menina, às vezes até de criança. Ri, tem vergonha, mas ao mesmo tempo tem uma esperteza que só. Ângela tentou estudar e aprender a ler, mas até hoje não sabe escrever seu nome.


assou pela Sociedade Criciumense de Apoio aos Necessitados (Scan). Que hoje é o Bairro da Juventude, uma instituição que atende 1200 crianças e adolescente. Lá eles passam pela educação infantil, fundamental, laboratórios educativos e também pela educação profissional. Ainda recebem cuidados médicos, transporte, alimentação. Tudo isso buscando a promoção e a inclusão dessas pessoas que precisam de oportunidade. Ali as professoras, entre elas uma que Ângela não esquece, a Dona Angélica, notaram que ela era especial. Então houve um encaminhamento para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Criciúma. Gostava muito de freqüentar aquele lugar, principalmente porque tinha que andar de ônibus e andar numa bicicleta onde se pedala e pedala e não sai do lugar. É assim a descrição da catadora para a bicicleta ergométrica. "Legal aquilo né? Eu gostava um monte!". Também gostava das amiguinhas na Apae que não a ficavam chamando de louquinha. "Na Scan elas passavam por mim e falavam: louquinha, louquinha. Eu dizia: ahhh louquinha é? E saia para bater nelas. Uma amiga minha me ajudava. Sempre era assim", lembrou, gesticulou a situação e ainda riu muito da situação.

Ao mesmo tempo em que freqüentava a Apae, Ângela trabalhava. Com 14 anos era empregada doméstica e ainda cuidava da criança de uma família. Mas uma "travessurinha" rendeu sua primeira gravidez. O pai? O próprio patrão. Nasceu Luiz Antônio Machado, que hoje tem 19 anos. Menos de três meses depois do nascimento de Luizinho, ela se "juntou" com João Amaro Mendes, um cara baixinho e magrinho com quem vive há 18 anos. O termo se juntar significa que eles estão juntos, mas não casados legalmente. Fato muito comum nessas comunidades mais pobres. Já ficar 18 anos juntos com a mesma pessoa não é assim tão comum. Sem um local para morar, eles viviam no meio do mato, em uma cabana de plástico. Eram ratos, mosquitos e uma forma de vida miserável. Para sobreviver ela e o marido começaram a catar lixo e pedir ajuda. "Eu protegia o Luizinho dos ratos, senão eles mordiam o meu filho". Por incrível que pareça, Ângela gostava daquela época.

Seu segundo filho se chamava Diego. Ele viveu apenas um ano e dois meses. Morreu com desidratação, vômito e febre no hospital. Ângela não sabe dizer o por quê desse estado clínico do menino. No dia anterior à morte do filho, a visita foi especial e com muitas brincadeiras. Para animá-lo, pedia para bater palminha, e ele batia bem devagarzinho. Estava muito cansadinho, mas parecia estar um pouco mais forte. Ela saiu do hospital pensando que no outro dia seu filho estivesse melhor. Quando voltou, na manhã seguinte, ele estava morto. Nada mais poderia ser feito. Queria pegar o filho, fazer ele bater palminha, mas não dava. Um momento de muita tristeza em sua vida.

Depois foi a vez de Sabrina vir ao mundo. Ela acha que Diego era a cara de Sabrina, fato comprovado quando olha uma foto do menino que ela guarda. Com 15 anos, ela é definida pela mãe como muito esperta. Estuda a noite na escola do bairro, e está cursando a sétima e oitava séries. Na adolescência os namoricos começam a surgir e ela está ficando um pouco namoradeira demais. Na noite anterior da entrevista ela chegou em casa às cinco da manhã. Sua amiga Talita, de 14 anos, foi sua companhia em um evento natalino de uma loja da cidade. A festa acabou meia-noite. Talita se adiantou respondendo: "Pra nós a festa terminou às cinco, né Sabrina?". Mas Ângela, com seu jeito avoado e visão de criança, nem liga muito pra isso, o que preocupa a assistente social Josefina Kohler Dagostim, que faz alguns trabalhos com as famílias do bairro. "Muitas meninas estão grávidas com 13 anos, não querem nada com nada. Eu cobro sempre da Sabrina para que ela estude e cuide de sua mãe. Mas é um trabalho muito difícil", explicou. Neca, como é mais conhecida, há quatro anos visita aquele bairro. Ela faz parte de um grupo da Igreja Católica que realiza esse trabalho. O bairro pertence à Paróquia São Paulo Apóstolo e, por conseqüência, é sua responsabilidade orientar aquelas famílias. Neca me ajudou a achar Ângela e me levou até sua casa. Ali é o terceiro lugar do bairro onde ela mora. Ângela já morou também em outro bairro pobre da cidade, o Anita Garibaldi. São invasões que se tornaram favelas e hoje estão sendo melhoradas aos poucos. Mas muita pobreza ainda é vista. O Renascer até há pouco tempo era conhecido como Mina 4 e o Anita Garibaldi como Mooca, uma alusão ao bairro rico da cidade de São Paulo.

O Luizinho, o filho mais velho de Ângela, também é um problema. Desde os oito anos já era usuário de crack. Ângela acredita que ele tenha largado esse vício, mas Neca tem suas dúvidas. Ele catava lixo e trocava por droga. Muitas vezes ficava na rua, fugia de casa, e por isso não ia para escola. Luiz estudou só até a primeira série. E parece não ter nenhuma perspectiva de vida. Não trabalha e quando apronta sai de casa. No dia da entrevista mesmo, ele estava na casa da vó.

- Oh Neca, não tem nenhum trabalho para o Luizinho?
- Olha, não sei direito. Mas posso ver algo. Mas o Luizinho tem que estudar também, né João.
- É, esse guri não quer nada com nada. Fica aí o dia todo dormindo. Só vem comer e vai pra rua.
- Ah, não é bem assim João, disse Ângela defendendo o filho. Ele é bem espertinho, mas às vezes dá umas besteiras nele. Às vezes ele aparece com celular, DVD, Mp3, esses aparelhos modernos aí. Ele cata um lixinho, que compra ué. Ou faz troca. Esses dias ele trocou a bicicleta por um celular.
- Não sei não o que faz esse garoto - resmungou João, enquanto fazia uma parte da parede nova da casa.


Ao tentar ajudar o menino, muitas vezes foi repreendido pela mulher. "Ele até já apanhou da Ângela acredita?", me confidenciou Neca. Ela também me disse que às vezes aparecem aparelhos eletrônicos que eles não pode comprar. Há suspeita de furtos, mas não é certo que isso realmente acontece.

João também já deu muito trabalho. Foi violento com Luizinho, com a mulher, quebrava coisas dentro de casa e mal parava nos empregos. Ele é alcoólatra e há pouco mais de um ano parou de beber. Nesse mesmo tempo conseguiu emprego em uma fábrica de laje e ganha por mês de R$ 300 a R$ 440,00. Sua remuneração varia por ser baseada em comissão. O dinheiro está sendo investido na ampliação da casa. Guarda todas as notas dos materiais que são comprados numa lojinha do bairro. Eles vão fazer mais dois quartos. Além desses novos, a casa lá tem dois quartos, uma cozinha, o banheiro e um cantinho para lavar roupas, e que também funciona como depósito. As instalações são precárias, faltam móveis, mas até agora é a melhor casa que eles já viveram.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Eu já sabia...

Fatos do passado demonstraram, e do presente confirmam. Eu já sabia. Na real toda mulher sabe quando algo acontece de errado, sexto sentido sempre aflora e geralmente está certo.
Isso não tem mais nada haver comigo hoje, com o meu presente. Mas algumas coisas lembram o passado, que quero esquecer: o lado triste. Tá quase... deixa 2008 vir. Dizem os astros que será o tempo da mudança, se bem que acredito que a nossa vontade influência bem mais.
Que venha 2008. Chega de estilo armandinho: semente, semente, se mente... brincadeira de ontem que encaixa com hoje. Como diria uma amiga minha: é tudo mentiradaaaa!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Então é natal? E o que você fez?

Mais um ano termina, e outro vai nascer outra vez. Realmente essas frases definem essa época do ano. Hora de pensar o que foi feito e o que pode ser feito no ano que vem chegando. E o que deve-se fazer de inusitado. Viva o a reflexão do final do ano. Eu mesma tenho uma listinha básica. Qual é? Tá tá vou dizer: Cuidar mais de mim (fazer academia e ioga) curtir mais a praia e encontrar um novo amor.
E você o que vai fazer? É tão bom parar e pensar na vida. As vezes temos que parar e fazer isso. Essa é a hora!
Feliz Natal!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Texto e foto: Magali Colonetti

Uma morena de cabelos longos e negros, com aproximados 1,75 m de altura e uma beleza diferente. Voz suave junto com uma maneira calma de falar. A primeira vez que entrei na sede da ONG Deusas da Noite, em Criciúma, a vi de costas sentada na frente do computador. Tive que olhar duas vezes e conversar com ela para ver que ela é uma transexual. Perguntei:

- Como vou te chamar? Ela, ele... como faço?
- Me chama de Jennifer, porque esse é meu nome.

O nome de batismo ela não revela de jeito nenhum. Jennifer Alamini é presidente da ONG que auxilia e orienta travestis, profissionais do sexo, gays, lésbicas, drag queens, homens e mulheres. A sede fica no prédio da prefeitura velha da cidade,num local bem escondido. Outras trans ajudam na ong, com menos freqüência do que as psicólogas Samira Abdenur e Rita Guimarães. Elas recebem o apoio da prefeitura que no último ano passou a ajudar financeiramente.

Esse trabalho fez com que Jennifer mudasse algumas coisas em sua vida. Antes saia para rua todos os dias e em qualquer horário fazia programas. Hoje, fica na parte da tarde no escritório, e alguns dias à noite ela estuda. Raramente vai para rua trabalhar. A maioria dos clientes que atende são fixos ou a procuram através de anúncio. Depois de mais de 11 anos, ela voltou a estudar e quer prestar vestibular para direito. Sonha em poder ajudar e representar alguns dos interesses das transexuais.

Nascida em Lages, ao completar seis anos de idade foi morar em Joinville. Seus pais, Leonil e Vitalina de Andrade, foram em busca de emprego na cidade grande. Além de Jennifer, eram mais seis meninas e dois meninos como filhos. "Ser criada no meio de muitas mulheres não influência em nada não ta? Isso é besteira", explicou. As dúvidas começaram a surgir quando estava na escola, entre a primeira e a quarta série. Via uma menina dançando com um menino nas festinhas, e queria ser a menina. O que esta acontecendo comigo? E por que comigo? Eram dúvidas que surgiam. Entre nove e 10 anos, ela começou a entender que na verdade gostava era de meninos. Nesse período também as crianças já começavam a pegar no pé. Chamavam de veadinho, gayzinho, o que dificultava um convivio melhor entre os colegas. Sua primeira relação sexual foi com seu primo Júnior. Ela tinha 11 anos, e ele 14. Não restaram dúvidas sobre sua opção sexual.

Para ajudar os pais nas contas da casa a escola foi deixada de lado. Conciliar a escola e o trabalho ficou difícil na época. Jennifer não demonstrava e tentava disfarçar sua homossexualidade. Até seus 16 anos manteve a aparência. Ela saia com os meninos escondida, e até chegou a manter um namoro de fachada com uma amiga. Durante um ano elas namoraram até que depois de uma festa, acabaram num motel e mantiveram relação sexual. "Estávamos em mais casais, e todos quiseram ir para o motel. A gente foi, e para não "dar bandeira" fomos para um quarto. Sabíamos o que estávamos fazendo". O resultado dessa única noite foi uma gravidez inesperada. Ela tinha 16 anos e a amiga 18. O pai de Jennifer queria que eles casassem, mas a situação não era fácil. Jennifer foi clara com a amiga dizendo que não queria casamento. Não era a vida que queria. Falou com a mãe da amiga, uma senhora mais idosa e que entendeu tudo. O problema era contar para seus pais. Elas até esperaram um pouco, mas a barriga começou a crescer e tiveram que contar.

Quem primeiro recebeu a notícia da gravidez foi sua mãe. Que também soube da opção sexual do filho e caiu em prantos. Havia chegado o dia em que as suspeitas tinham sido confirmadas. Jennifer não falou com o pai, sua mãe fez isso. Até hoje ela não imagina o que foi dito, mas não foi forçada a casar. O filho chama-se Vinicius e hoje tem 17 anos. Mora com a mãe em Joinville. Segundo ela, ter um pai transexual é encarado numa boa pelo menino.

Com os pais sabendo a verdade, a história mudou. Ela começou a andar com roupas mais modernas, e fazia apresentações como drag queen nas boates em Joinville. Nos finais de semana geralmente dormia na casa das trans, que ficava no mesmo bairro onde morava.
Jennifer era meio revoltada e não parava nos empregos. Esse foi um dos motivos da briga que teve com seus pais. Com 20 anos ela saiu de casa e foi morar em Jaraguá do Sul, distante 44 km de Joinville. Dividia um apartamento com Adriana, uma amiga que hoje já faleceu. A situação ficou ainda mais complicada quando em uma reunião de família discutiu com o pai e com um tio.

- Ah esses veados. Falou Sr. Leonil já um pouco bêbado enquanto conversava com seu irmão.
- Esse veado é seu filho.

Nesse dia ele ouviu pela primeira vez da boca do filho que ele era gay. Pouco tempo depois ela veio morar em Criciúma e aqui começou sua transformação. O primeiro passo foi tomar hormônio feminino. Ele começa a aumentar o seio e reduz os pelos do corpo. Essa substância tem algumas conseqüências negativas causando muita alteração de humor, e com o tempo deixa a pessoa um pouco "birutinha". Todo transexual inicia a transformação assim. Jennifer recomenda a procura de um médico.

Depois do hormônio, foi a vez de colocar silicone injetável no bumbum. No rosto, nenhuma mudança. A não ser a depilação a laser para eliminar a barba totalmente e a modelação de suas sobrancelhas com a maquiagem definitiva. Seus cabelos cresceram, e as unhas foram melhor cuidadas. Toda essa transformação foi feita aos poucos, e sua família, principalmente sua mãe, foi vendo isso também aos poucos. Para finalizar, Jennifer colocou uma prótese de silicone no seio. Fazer uma operação para troca de sexo está fora de seus planos. Ela não tem vergonha do seu órgão sexual. Em contrapartida algumas trans têm. Chegam a ter tanto nojo que acabam deixando de fazer a higiene pessoal corretamente, por exemplo.

Trabalhar na prostituição foi a primeira opção depois da transformação. Muitos clientes surgiram. Alguns fixos e a maioria passivo. Esse é um perfil dos clientes dela, não necessariamente toda trans tem somente clientes passivos. Ela encara realmente como um trabalho e uma forma de renda extra. Tem seu lugar na Avenida Centenário, uma das ruas mais movimentadas de Criciúma. Em Criciúma são em média 42 transexuais. Os clientes na maioria das vezes as procuram para realizar fantasias. A profissional do sexo sempre vai realizar, afinal de contas estão pagando por isso. São homens que pedem sigilo e isso eles têm.

Seu parceiro foi um de seus clientes. Ela conheceu José Alamini logo quando chegou em Criciúma. A união já dura nove anos e seis meses, e ele, assim como a ONG, também mudou sua vida. Com um jeito quieto e meio machão de um homem de 49 anos, ele diz enxergar Jennifer como mulher e não uma transexual. Sempre respeitou o trabalho da mulher, mas vem pedindo para parar. Atualmente mora em Lauro Müller por causa do seu trabalho em uma mina de carvão. Os dois só se encontram no final de semana, quando a Jennifer vai até lá. Ao se aposentar, vai voltar para Criciúma e os dois vão viver com o aposento e o salário que agora ela consegue na ONG. Seu companheiro também foi importante para que as drogas saíssem de sua vida. Desde adolescente foi usuária de maconha, e não saia para a rua sem estar drogada. Na verdade, ela permanecia o dia todo drogada. Um dia, em crise de abstinência, teve uma briga com o marido. A polícia havia apertado o cerco contra os traficantes e maconha na cidade estava difícil de encontrar. Uma quantia era comprada por ela toda sexta-feira. O suficiente para consumir durante a semana. E naquela manhã a entrega não tinha sido feita. Só às 14 horas o traficante teria algo para entregar.

- Vai lá na casa do traficante pra mim. Ele disse pra ir lá às duas da tarde. Vai lá.
- Ta eu vou. Mas saiba de uma coisa: isso ainda vai atrapalhar nosso relacionamento.
Jennifer parou para pensar, e se perguntou: "Meu Deus o que foi que eu fiz? Um cara que não bebe, não fuma, ir na casa de um traficante pegar droga pra mim?". Então ela foi atrás, e viu que ele não tinha ido na casa do traficante. Chegou a brigar por causa disso, mas desde aquele dia nunca mais usou.

Trabalhar como profissional do sexo rende muito dinheiro, mas tudo é gasto sem nenhum controle. O que elas conseguem durante a noite, é gasto durante o dia. São cremes, tratamento de beleza, roupas, sapatos, táxis, festas... tudo muito caro. O padrão de vida delas é caro. Também é muito perigoso trabalhar na rua. Jennifer, por exemplo, nunca carrega o dinheiro na bolsa ou sai de sapato fechado. Já tentaram pegar sua bolsa muitas vezes. No pé um tamanco serve como arma. Também é fácil de tirar, caso ela precise sair correndo. Todas essas situações já são normais para elas.

Nesse tempo trabalhando na ONG e participando das reuniões que os grupos fazem em todo o Brasil, Jennifer viu que existe outra alternativa. Existem prefeitas, juizas, médicas, e várias profissionais que são transexuais. Começou a organizar melhor seu dinheiro, tem sua casa, seu carro, e até já sofre preconceito das demais trans da cidade. O apelo financeiro está sendo deixado de lado, e a busca para que o grupo das transexuais tenha uma melhor orientação está fazendo cada vez mais parte da sua vida. Mudanças que vão além da imagem, e do estilo de vida. Querer ser mais do que a sociedade diz que ela pode ser, e mostrar que todos são iguais.

Chegou a hora de olhar melhor

Capa do Projeto


Nos próximos posts você vai encontrar algumas histórias. Os personagens não são fictícios, e nem são famosos. São pessoas comuns que muitas vezes sofrem algum preconceito, invisibilidade social, humilhação e são marginalizadas. Eles recebem mensagens verbais, ou não, que dizem: você não é bem vindo aqui. Estão ali, mas nem sempre são notados. As pessoas passam por eles e não enxergam. Mas por que não enxergam? Porque muitas vezes não é aquela situação que querem ver. Alguns chegam a fingir que não estão vendo. Por conseqüência, eles têm uma maior tendência a baixo estima, depressão, e em alguns casos se vingam através da violência. Geralmente o indivíduo pobre recebe mais essas mensagens de inferioridade.


Esse especial também mostrará um jornalismo social. Uma tentativa da real humanização dos textos através de perfis. Prepare-se para as quatro primeiras histórias. Você vai conhecer a Jennifer Alamini, a Ângela Freitas Machado, a Maria Albertina e o Rudnei.


Espero que você goste.

Projeto de Jornal

Jennifer, Ângela, Maria Albertina e Rudnei... os personagens.




Sabe aquele projeto de jornal que falei há um tempo atrás? Finalizei e entreguei no final do mês passado. Agora no dia 13 apresentei e os professores julgaram o trabalho nota 10. Nessas horas vale muito a pena o esforço destinado ao material. E sem falar que tirar 10 é bom demais!!!


Então começo hoje a colocar os perfis que fazem parte desse projeto. Pessoas Invisíveis é o título do material que tráz em suas páginas quatro perfis de pessoas consideradas invisíveis na sociedade. São personagens que sofrem preconceitos e de desigualdade social. São eles a travesti Jennifer, a catadora de lixo Ângela, a empregada de serviços gerais Maria Albertina e o engraxate Rudnei.


Busquei um jornalismo social, e fazer o que defino como jornalismo: contar histórias. São histórias de pessoas, que muitas vezes nem são notadas. Aprendi muito, passei por cima de preconceitos e vi, ainda mais, como a vida e o ser humano são fascinantes.


Daqui a pouquinho o primeiro perfil, o da Jennifer Alamini.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Sexta-feira combina com risos!

1. NA CLÍNICA PARA DEFICIENTES
Na hora do almoço, um interno ia passando pelo refeitório, quando ocozinheiro lhe pergunta:
- Quer uma torta, amigo?
- Agora não, obrigado! Acabei de comer uma ceguinha!

2. NO DEPARTAMENTO DE IMIGRAÇÃO

- Sexo?
- 3 vezes por semana
- Não... eu quero dizer masculino ou feminino.
- Não importa.

3. NO CELEIRO
Diz a ovelha para o carneiro:
- Tens tão pouca lã...
- Tá, mas viemos para aqui trepar ou fazer tricô ???

4. NO UROLOGISTA

Uma mulher, toda boazuda, vai ao consultório médico:
- Doutor, queria que fizesse algo pelo meu marido... Algo que ofizesse ficar como um touro!
- Pois bem, dispa-se. Vamos começar agora mesmo pelos chifres...

5. NA BALADA

Um cara chega para uma mulher e diz:
- Tá afim de uma transa mágica?
A mulher pergunta: - Como é uma transa mágica?
Ele diz:
-É muito simples, a gente transa e depois você desaparece.

6. NA FESTAO

menininho pergunta pra mãe:
-Mamãe! Por que você é branca, papai é negro e eu sou japinha...
-Ah, meu filho! Se você soubesse a festa que houve naquele dia... você tem sorte por não latir.

7. NO PLANTÃO MÉDICOO

sujeito vai ao hospital, caindo de bêbado. Durante a consulta, vêm as perguntas de praxe:
- Nome?
- Juvenal dos Santos!
- Idade?
- 32 anos.
- O senhor bebe?
- Vou aceitar um gole, mas só pra te acompanhar!

8. NA BOLSA

A mãe americana encontra uma lata de cerveja na bolsa da filha epergunta para si mesma:
- Será que minha filha está bebendo?
A mãe italiana encontra um maço de cigarros na bolsa da filha e sequestiona:
- Será que minha filha está fumando?
E, como não poderia faltar, a mãe portuguesa encontra uma camisinha na bolsa da filha, e se pergunta:
- Meu Deus! Será que minha filha tem pinto???!!!

9. NO LAR PARA IDOSOS

Dois velhinhos conversando:
- Você prefere sexo ou Natal?
- Sexo, claro! Natal tem todo ano, enjoa.

10. NO FIM

No consultório, fim de tarde, o médico dá a péssima notícia:
- A senhora tem seis horas de vida.
Desesperada, a mulher corre para casa e conta tudo para o marido. Os dois resolvem gastar o tempo que resta da vida dela fazendo sexo.Fazem uma vez, ela pede para repetirem. Fazem de novo, ela pede mais. Depois da terceira vez, ela quer de novo.E o marido:
- Ah, não, chega! Eu tenho que acordar cedo amanhã... você não!

11. NA PESCARIA

A portuguesinha de 10 anos vai pescar com o pai e volta com o rosto todo inchado.A mãe, assustada, pergunta:
- Minha filha, que houve?
- Foi um marimbondo, mamãe...
- Ele te picou ?
- Não deu tempo, o papai matou ele com o remo.

12. NO PARQUE

Dois rapazes gauchos pedalavam suas bicicletas pelo parque. Um deles pergunta:
- Onde conseguistes essa tua magnífica bicicleta?
O segundo respondeu:
- Estava eu a pé, caminhando ontem por aí, quando encontrei uma guria da classe com esta bicicleta. Ela atirou a bicicleta ao solo, despiu toda a roupa e disse-me:
- "Vem, e pegues o que quiseres".
O outro:
- Bah, escolhestes bem. Provavelmente a roupa não te servirias.

13. NO GERIATRA

O médico atende um velhinho milionário que tinha começado a usar um revolucionário aparelho de audição:
- E aí, seu Almeida, está gostando do aparelho?
- É muito bom.
- Sua família gostou?
- Ainda não contei para ninguém, mas já mudei meu testamento trêsvezes.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mais uma vítima?


Antes de sair do trabalho, nessa quarta-feira véspera de feriado, resolvi dar uma olhadinha no site Globo.com. Então quando olho para a capa vejo aquelas coisas básicas: esporte, seleção, fatos pré feriadão e uma notícia que realmente mudaria a vida das pessoas. Essa ai que esta circulada na foto acima. Se ficou ruim de ler, ai vai a manchete: Mais uma vítima: Assaltantes levam o Rolex de Karina Bacchi em São Paulo.

Que crueldade, que peninha! Roubaram o Rolex da Karina. Por favor, existem quantas vítimas da violência, da impunidade, dos desvios políticos e do descaso do governo que mereciam realmente esse destaque na página principal desse portal de notícias? Um rolex ela pode ganhar, ou comprar novamente. E dane-se o Rolex. Agora muitas pessoas acabam não tendo nem o que comer, morrendo de fome ou numa fila de hospital e caem no esquecimento.

É está tudo errado mesmo. Os valores invertidos da sociedade atual, fazem valer mais a pena a vítima famosa do que um "simples" cidadão brasileiro que luta todo dia para viver. O que levou esses assaltantes roubarem o Rolex da atriz? Isso sim deveria ser noticiado.

O negócio é respirar e tocar em frente. Continuar torcendo para que um dia, isso seja realmente invertido. E que algo melhor tenha destaque nas capas dos portais. Quem sabe a solidariedade do povo ou ainda o dia em que os políticos criarão vergonha na cara e realmente começaram a fazer política.

É isso... bom feriadão.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Final de Semana daquele jeito....

Praia, sol, conversas, festa free e com bebida liberada, lua cheia.... sucesso total né?
E na segunda, terça, quarta... vários hidratantes huahauhau
Parece que nunca vimos sol na vida :P
É isso ai meninas :)

Nani, Deisinha, Eu, Gabi.

Dê, Eu, Gabi e Naninha.
É uma gangue neah! "Muguegada" na beira mar do Rincones.

Esquentinho básico antes de sair pra procurar festa.

sábado, 27 de outubro de 2007

Dia de Saudade

Hoje faz três anos que uma das pessoas que mais amo foi pro céu. Minha vózinha linda, Irene Ducioni Colonetti. Mas foram 93 anos de vida bem vividos: dificuldades superadas, 13 filhos, uma "carrada" de netos e bisnetos. Sempre lúcida, morreu sentadinha quando almoçava. Quero ter uma vida assim igual a ela, claro sem ter os 13 filhos. Já tá dificil até achar o pai para as crianças :p

Em minha memória estão momentos muito legais com ela: conversas no sofá, pãozinho quentinho entregue no muro, volta com as velhinhas do bairro, visitas nas amigas da minha vó, ir na missa, comentário na missa de 80 anos dela, ela roncando na praia e eu não conseguindo dormir, ela fazendo coisinhas que eu gostava de comer, ela acenando na janela, ela perguntando sobre os gatinhos, me dando cinco reais no dia do meu aniversário (afinal de contas ela ganhava só um salário mínimo), ela rindo e dizendo: para de me fazer rir senão vou me mijar. Lembro dela também com meu vô, ela dançando com o meu tio (o preferido dela, e isso ela não escondia não), ela dizendo pra minha mãe: Nilza deixa a magali brincar na rua, ela fica muito em casa. Tantas coisas.

A última vez que vi ela, quando estava viva, foi pela janela me dando tchau e mandando beijo. Durante três meses não consegui olhar pela janela, parecia que faltava algo. E falta. Infelizmente a vida é assim, pessoas importantes vão, e a saudade fica. E fica também a alegria de ter tido ela na minha vida. Te amo vó (ai no céu tem internet?).

Primeiro perfil

Hoje foi a vez da Maria Albertina contar sua história. Ela é uma das funcionárias que fazem a limpeza de um supermercado da cidade. E já ouviu coisas como: "Eu estudei tu não", "Tu é paga para limpar isso aqui" e outras frases que no fundo significam: ei eu sou melhor que você, minha função é mais importante que a sua. Resposta dela: "Arruma bem essa frente da gôndola, e deixa o chão sujo. Eles vão olhar mais pra tua gôndola bonitinha ou pro chão? Meu trabalho é tão importante quanto o teu". Mandou bem!

Ela não teve tempo de ser criança, e o maior pesar foi não ter estudado."Tenho só até a quarta série. Eu estudava, quando tinha que parar para trabalhar minha mãe pedia e eu parava. Naquela época o importante era o homem estudar, a mulher não precisava muito," contou com lágrimas nos olhos. Lágrimas que voltaram a sua face quando ela contou sobre um acidente que sofreu aos 13 anos, onde teve parte do lado esquerdo do corpo queimado. Foram queimaduras de terceiro grau, que até hoje deixam marcas. Algumas mais sutis, já que nos últimos 10 anos ela fez cinco cirurgias plásticas. "Eu tinha vergonha de mostrar meu corpo. Mesmo com as queimaduras tapadas, eu sismava que olhavam pra mim. Pensei que nem ia casar. Achava que nenhum homem ia olhar pra mim", confessou.


Mesmo com o pouco estudo e com a vida difícil quando criança, Albertina é uma mulher resolvida e se considera feliz. Comentando sobre a vontade de estudar eu disse pra ela: "Albertina nunca é tarde demais".
Vou fazer o perfil dela depois certinho, quando eu finalizar coloco aqui. Também vou colocar a foto do projeto, já imaginei como vai ser.


Soube hoje de outro grande personagem: uma catadora de lixo que montou a casa com vários itens que encontrou pelas lixeiras. Vai ser outra grande história...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Grandes histórias

Reparem minha cara de quem realmente está fazendo o trabalho.



Adoro o jornalismo por isso. Vou contar histórias de pessoas, que poucas vezes conseguem algum espaço. Já que poucas vezes são ouvidas e geralmente não são vistas. Comecei a fazer meu projeto da faculdade, finalmente. É um projeto de jornal e deve ser finalizado até metade de novembro. O tema que escolhi foi fazer o perfil de pessoas que são marginalizadas, sofrem algum tipo de preconceito e são invisíveis para a sociedade. Na lista estão: garis, engraxates, travestis, catadores de lixo, morador de rua e uma pessoa responsável por limpeza de alguma empresa.


Agendei duas entrevistas. Amanhã converso com a Albertina, ela é responsável pela limpeza de um supermercado e diz que não troca essa função por nada. Na segunda vou entrevistar a Jeniffer, uma travesti de Criciúma e a presidente da Ong Deusas da Noite. Ontem fiquei conversando por uma hora e meia com a Jeniffer e fiquei surpresa com a organização que o pessoal tem. Existe até ong nacional dos travestis. Acho que vai ser uma história bem legal. No perfil quero mostrar a pessoa Jeniffer, aquela fora dos preconceitos definidos pela sociedade. Estou sentindo que aprenderei bastante.

Vou começar a descrever esse processo aqui no Blog :P

Onde a raça vai... a raça vai atrás

Nai e euzinha no Rotta (um dia que dava de andar, beber e sentar).



Ontem resolvi dar uma volta pela cidade. Calorzinho ideal para tomar uma geladinha. Pensando onde ir, escolhi o Rotta Beer. Eu sei que as quintas daquele barzinho estão sendo bem legais. Chegando perto do bar observamos aqueles carros e mais carros. Pensei: "É está bombando, vamos ver quem está ali". Mas estava tão lotado que era difícil andar! Fiquei 10 minutos. Não tinha onde sentar, e nenhuma condição de chegar até o bar para poder comprar uma bebida. Hoje conversando com uma colega que estava lá, soube que a bebida acabou antes de uma hora da manhã.
Depois fui para dois bares, ambos estavam vazios. Então pensei: a raça mesmo só vai onde a raça vai. Tudo bem, saimos para encontrar pessoas. Mas Criciúma apela. Aqui quando um bar abre todos vão para aquele bar. E só vão naquele bar. Depois de um tempo o pessoal cansa e escolhe outro bar favorito, e aquele que era sucesso fica para as moscas.
A cidade também ainda é pequena culturalmente, mas grande na dimensão e na importância para o estado. E por conseqüência, ainda muita gente sai na balada e só vai em lugar onde dá status. Conversando com um amigo no msn analisamos que uma galera vai pra 1051, casa famosinha aqui onde só rola música eletrônica, mesmo não gostando do som que toca. Por que? Porque ir na 10 sexta é uma forma de status. Dai quando o pessoal faz um auê porque a música muda, ali alguns conhecem realmente o que está rolando, essas pessoas que nem sabem nada vão junto.
Dai lembrei sobre um texto que coloquei aqui no Blog: realmente somos macacos imitadores.
Coisas do ser humano.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Precisamos de...

Havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego". Um publicitário, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz e o giz, e escreveu outro anúncio e foi embora.

Mais tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego. Agora, o seu boné estava cheio de moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário disse: - Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la". Eu aprendi, que tudo o que precisamos, é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

(Shakespeare)

PS.: moral da história: os publicitários são os caras. :P

Dia da Democracia, até que ponto utilizamos ela?

Minha agendinha do computador alertou: Hoje é dia da Democracia. Dia de algo que utilizamos mas, na minha opinião, nem tanto. Uma das armas da democracia é o voto, mas somos obrigados a exercer esse nosso direito. Aham, direito virou dever. Falar, agir, protestar, reinvidicar também é democracia. Mas fizemos isso? Quantas coisas que mereciam muito barulho e ficaram no silêncio?

"Ah Maga mas a mídia falou!" Eles comentam é verdade, mas nem tudo. Geralmente cada um tem sua versão, cada um defende o que acredita. Democracia na imprensa, ótimo. Mas não esqueçam que a maioria dos donos dessa mídia são políticos. Todos com seus interesses. E a maioria do povo não sabe nada disso.

Somos nós os donos desse país. E o que observo é o povo com medo do governo e não o governo com medo do povo. Deveria ser diferente porque fomos nós que os colocamos no poder e podemos tirá-los de lá. Em paises europeus se o povo vai para a rua o governo fica morrendo de medo. Poderiamos começar a mostrar para os engravatadinhos quem manda né?

Viva a Democracia!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Inesplicável

Existem coisas que dão paz certo? Eu há mais de quatro anos fazendo o almoço escutei um grupo de reggae num programa da Atlântica, o antigo Y. Adorei de cara! Já fui catar as músicas na internet, e decorei todas. Então no verão seguinte essa banda gaúcha fez o primeiro show na região, mais precisamente no Resumo Beach, no Arroio do Silva. Essa praia é pertinho do Morro dos Conventos, e uma gauchada freqüenta.

Então lá fui eu bem feliz no show. Para arrumar carona fui obrigada a convencer o pessoal: ei gente a banda é massa! Vocês não vão se arrepender! E não se arrependeram. Eu fiquei na frente do palco, pulando que nem um louca e foi muito bom! A banda que falo é a Chimarruts. Depois disso já fui em muito show deles. Quando tem sempre estou lá. Minha primeira entrevista com pessoal de banda para um programa na TV foi com eles. O problema foi que o bendito audio não estava funcionando. Que triste!

Enfim, as músicas que eles tocam me dão paz. Quando dá algo errado começo a ouvir as músicas e pronto. Parece que um peso sai de cima de mim. Loucura né? Os caras esse mês vão lançar um DVD. E claro que eu quero comprar né. Mas por enquanto, só sei como vai ser pelos vídeos o you tube. Então vai ai um pedacinho de uma música nova deles.

Só um pouquinho, depois volte para o cantinho


Hoje era um dia que eu poderia fazer uma poesia. Sensível demais, minha definição. As vezes as lembranças vem a tona, coisas que a gente quer esquecer e não consegue. Eu mesma tenho uma técnica infalivel, que hoje falhou. Fiz uma gafe? Coloco na parte do cérebro onde tudo esqueço. Um dia ruim? Vai para aquele cantinho.

Cada um com seu jeito de fugir né. Tem gente que enche a cara, compra a melhor erva ou um pó de primeira (podia até ser o do cara de Meleiro). Tem gente que chora, tem os que vão para balada, uns ficam quietos e tem aqueles que não fazem nada. Como eles conseguem não fazer nada?

Essa é minha técnica: colocar tudo naquele cantinho, numa gaveta imaginária do meu cérebro. Só que as vezes as coisas fogem dali, porque não tem como segurar. Afinal de contas eu só coloquei de lado, e não joguei fora.

Mas passa o momento sensível, e volto a colocar tudo dentro desse cantinho do meu cérebro e volto a esquecer. Até que vai chegar uma hora onde tudo volta a tona. Pois bem, mô béim, eu tenho quase certeza que isso faz mal pra mim. Na verdade tenho certeza, mas não posso dar o braço a torcer. Tenho que utilizar minha falta de memória para algo.

Quem sabe até sugir essa nova sessão de lembranças, eu já esteja mais forte para encarar. Mas tudo faz lembrar, e hoje é um dia que faz lembrar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Frases de Bebum

Navegando pela internet achei essas frases. Então vou compartilhar com vocês essas pérolas profundas que mudarão suas vidas. Depois publico outras coisas interessantes que devemos saber sobre cerveja.
Fonte: http://www.jakobi.com.br/chopp.htm


Frases Famosas

"Sábio o homem que inventou a cerveja" (Platão)

"Não há boa vida, onde não há boa bebida" (Benjamin Franklin)

"Eu bebo quando comemoro... e às vezes quando não há nada para comemorar" (Miguel de Cervantes)

"Cerveja é a prova de que Deus nos ama e quer que sejamos felizes" (Benjamin Franklin, genteee!)

"24 horas no dia, 24 cervejas em uma caixa. Coincidência"? (Stephen Wright)

"Sem dúvida, a maior invenção da História da humanidade foi a cerveja. Ok, reconheço que a roda também foi uma boa invenção, mas uma roda não combina tão bem com um salsichão" (Dave Berry)

"Comecei a beber por causa de uma mulher. E nem tive a oportunidade de lhe agradecer" (W.C. Fields)

"Um brinde à cerveja, a causa e a solução de todos os problemas da vida" (Homer Simpson)

"Um país não pode ser levado a sério se não tiver ao menos sua própria cerveja e uma companhia aérea; ajuda se tiver um bom time de futebol e algumas armas nucleares, mas o mais importante é ter a própria cerveja" (Frank Zappa)

"A vida é muito curta para beber cervejas baratas". "Uma boa cerveja faz até um gato falar" (Velhos provérbios ingleses)

"A boca de um homem totalmente feliz está cheia de cerveja" (antigo pensamento egípcio - 2.200 a.C.)

"Me dê uma mulher que ama cerveja e eu conquistarei o mundo" (Kaiser Wilhelm)

"A fermentação foi a maior invençã do homem depois do fogo" (David Rains Wallace)

"Muitas batalhas foram lutadas e vencidas por soldados lotados de cerveja" (Frederico, o Grande)

"É uma pena que todas as pessoas que sabem como governar o mundo estão, neste momento, ocupadas tomando cerveja" (George Beerns)

"Ceveja é simplesmente uma maneira engraçada de ficar sério" - "Pessoas boas bebem boas cervejas" (antigos provérbios celtas)

"Cerevisia marolum divina medicina" (um pouco de cerveja é um remédio divino) (Paracelso)

"Cerveja é a única realidade virtual de que preciso" (Leroy Lockhorn)

"Cerveja é o melhor remédio" (provérbio alemão)

"Ñós, cervejeiros, não fazemos cerveja; apenas misturamos os ingredientes e, como mágica, ela se faz sozinha" "Eu bebo, para a alegria geral...da mesa toda" (William Shakespeare - Mc Beth)

"Economize água; beba cerveja" (a Braumeister apoiando o racionamento)

"Gastei metade do meu dinheiro com mulheres e cerveja; o resto desperdicei" (de um cliente).

PS.: Só faltou alguma frase do Zeca Pagodinho né.

Quem disse que são só os carros?

"Bem amigos da Rede Globo". É assim que o Galvão Bueno inicia as transmições da Fórmula 1 aos domingos, seja pela manhã, a tarde ou na madrugada. Algumas meninas tem pavor!

São aqueles carros que chegam a velocidade básica de 300 km/h num piscar de olhos. Onde o tempo é super importante, afinal de contas por frações de segundos as posições de largada são definidas. São vários jogos de pneus, uma equipe grande para deixar o carro certinho, sem falar na sincronia de um pit stop. Até ali é rápidinho, no máximo 10 segundos. Não é a toa que é um dos esportes mais caros, senão o mais caro.

O Brasil já teve vários pilotos importantes, entre eles o que a gente (pessoas de 20 e poucos anos) viu correr: Airton Senna. O cara era bom, e morreu fazendo o que gostava. Confesso que desde criança eu vejo as corridas. Gosto mesmo. E depois do Airton Senna veio o alemão que ganhava todas e a competição ficou sem graça. Afinal de contas todos sabiam que ele ia ganhar mesmo.

Agora nesse domingo, a corrida foi ótima! Três possíveis campeões da temporada, e ainda brigas por posições no quarto e quinto lugar da corrida. E o azarão lindão ganhou. Coisas do esporte. Pena que o Massa teve que abrir mão da vitória por causa disso. Mas equipe é equipe. O ano que vem promete!

Mas meninas, agora observem outra coisa que me faz analisar, e bem analisadinho, os momentos especiais da Fórmula 1. Olha o naipe dos pilotos:


domingo, 21 de outubro de 2007

"Tô" gostando...

Pode me chamar de mulher machista, mas não gosto muito de novela. Não é necessariamente da novela, mas não gosto como as pessoas discutem tanto as tramas do folhetim e esquecem de comentar, e reclamar, das coisas que acontecem na novela da vida. Um escandalo louco em Brasília e a discução maior era: quem matou a Tais? Será que a Bebel e o Olavo vão ficar juntos? Enquanto tem as tramas da novela, o povo esquece de reclamar. Sem falar que tem mais ou menos uma fórmula pronta: o mocinho, a mocinha, o bandido, e os relacionamentos amorosos que são mais enrolados do que rolo de linha. Minha opinião claro, se não concorda continua lendo, porque vou morder a língua.

Estou gostando da nova novela das oito! Duas Caras. Mas to gostando mais do núcleo da favela, a patricinha e o malandro, e a parte que mostra que o poder é o que ser quer. Acho a novela bem social, e gosto disso.

Mordi a língua. E duas vezes... a nova novela das seis me parece interessante, Desejo Oculto. Mas ainda acho que tem gente que exagera na novela.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Contando uma história

No aniversário do Bistek Supermecados, do ano passado, fizemos um video contando a história da Rede. Pra quem não sabe trabalho no departamento de marketing da rede, a terceira do estado de Santa Catarina. Confesso que não fiz muita coisa nesse material. A não ser a grande atuação como Mama, um dos personagens do video. E claro dei umas opiniões na hora da edição. E se não me engano larguei a idéia de contar a história desse jeito. PEnsei primeiro em teatro, seria divertido também.

O material foi gravado com o recurso de video da camera digital do Bistek. Ficou bom heim analisando esse fato. Confesso que ficou melhor até do que com a camera digital levada. Foi guerreragem. Claro que se meu chefe estivesse por ali na época ele não ia deixar de jeito nenhum. Mas valeu a experiência. Acho que ele também gostou do resultado.

Dá uma olhadinha no vídeo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ei, deixa ser criança!


Dizem que a tendência das pessoas, que vão ficando mais experientes, é de achar que tudo do seu tempo era melhor. Digamos que já estou começando a passar por isso. Nós éramos crianças mais crianças. Havia mais brincadeiras, e uma infância maior. Fomos por mais tempo crianças. Hoje é tudo tão rápido, encurtaram demais essa fase. Em vez de brincadeiras divertidas como esconde-esconde, policia e ladrão, amarelinha, elástico, adoleta, babaloo, e etc; as crianças estão no inglês e muitas vezes na frente dos computadores. Até no modo de se vestir. Menininhas vestidas de mulheres. Saltos, maquiagem, chapinhas e até a preocupação de ter o corpo ideal. Tem menina de 13 anos que pensa em fazer sua tatuagem e colocar o primeiro silicone. Claro que não podemos generalizar, mas poucas crianças estão tendo tempo de realmente serem crianças. Afinal de contas quando elas crescerem, elas tem que ser as melhores. Esse capitalismo louco.

Vamos deixar nossas crianças serem mais crianças. Afinal de contas, pelo menos na minha opinião, é a melhor fase da vida. Brincar, sonhar, imaginar, e enxergar a vida de uma forma onde os males são bem menores. Sem grandes preocupações e achando que tudo pode ser melhor. Vamos ser mais crianças também. Quem disse que adulto não pode brincar? Quem tem filho aproveita! Quem não tem, aproveita também! Dança na frente do espelho, recorda as brincadeiras nos encontros com as amigas. Nunca é tarde para ser criança. Ah se todos mantivessem o espírito de criança. De certeza o mundo seria muito melhor. Porque crianças são anjos, e dizem que os anjos só fazem coisas boas né.

Feliz dia da Criança! Viva a alegria e a pureza de viver.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

VAMOS NOS PERMITIR


Beatriz Vieira

Quando penso nas restrições que nós mesmos criamos,
Nas regras e imposições que nos prejudicam,
Tenho ânsia de arrancar isso de dentro de mim,
Como se fosse uma simples pecinha de “Lego”.

E quero superar...
Mudar !
Quero ser mais livre para a vida
Menos angustiada com cobranças
Mais leve para sorrisos

Para que eu possa amar
Para que eu possa rir
Para que eu possa viver
Vamos nos permitir !!!



(quer ler mais o que essa menina escreve? Acesse: http://beatrizlv.blog.uol.com.br/)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sonhamos demais!

Estou de "folga" da faculdade durante uma semana, por conseqüência fico assistindo TV quando chego em casa (deveria ler né?). Mudando de canal que nem uma louca parei no programa Encontro Marcado, de um cara meio biba chamado Gaspareto, da Rede TV. Ontem ele estava falando de amor. Contando um caso de uma menina que se meteu com droga depois de uma ilusão e por sonhar demais. Não é meu caso, fiquem calmos. Mas ele analisou como as pessoas sonham demais. E as vezes imaginam coisas que não acontecem ficando frustadas por isso. Confesso que me identifiquei um pouco. Sonhar demais não dá. Já sonhei muito, e acho que ainda sofro por ter sonhado algo que não aconteceu.

Um exemplo de sonho errado é aquele do amor perfeito. Isso não existe. E se existe, são raros e sorte de quem vive um. O outro é que a mulher muda o homem..... muda nada. Eles melhoram um pouquinho porque tem medo, por mais que não admitam. Confessem meninas: como a gente sonha com esses principes que na real viram cachorrões né?

Sonhar um pouco faz bem, agora sonhar demais não é legal não. Se bem que várias pessoas ficaram famosas porque sonharam coisas muito loucas e conseguiram alcançar o famoso sonho. Santos Dumont foi um, conseguiu até voar.

domingo, 30 de setembro de 2007

Queremos pagode, reggae e hiphop

Fui numa festa sábado, na real fui em duas mas vou falar da última. Cerveja a um real, e várias bandas. A festa tinha tudo para ser um sucesso. Ainda mais que na cidade não tinha mais nada de tão interessante. Mas faltou uma coisinha: uma música melhor. "Ah tava legal, mas a música sem condições né?", uma amiga minha comentando. Tá o que tinha de tão errado com a música? Era rock pesado! Quando não era, a banda tocava Reação em Cadeia. Quem conhece a banda sabe que as letras geralmente são depressivas. Eles cantam a perda do amor. E o pessoal da festa perdeu a empolgação. Ainda bem que tinha gente bonita para olhar, e cerveja barata. No meu caso né, porque os meninos ficaram e as meninas começaram a ir embora.

Não querendo levantar a moral feminina. Nem ser feminista demais, mas já sendo, as meninas dão o brilho para a festa. Imagina o quanto teria sido melhor se o som fosse um reggae e/ou um pagode? Por que espantar as meninas da balada, se nós somos grandes atrações? Estou exagerando? Analise comigo: as meninas pagam menos para entrar para a balada, porque os meninos vão atras da gente. Ou você já viu eles ser reunirem em grupinhos para dançar? Não né. Poucos dançam, muitos ficam com uma lata de gelada na mão, e uma pinta de quem manda no pedaço olhando de fora da pista as meninas bem felizes dançando. Claro que tem os homens fofos que vão dançar com a gente, e convenhamos isso é bom né.

Então, não espantem as meninas da balada. Viva o pagode, o reggae e o hiphop. E claro um funk para gente dançar até o chão. A festa vai ser bem melhor assim. Quem não acha isso?

Estado de Espírito"Contradizer-se: que luxo!"

(Jean Cocteau)

Vamos deixar a hipocrisia de lado. Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, fica com um monte de caras cheirosos, deliciosos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo. E o blábláblá não acaba. Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão.

Mentira minha? Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada uma) com a frase mais usada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!" "Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada. E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo
que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.

Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida. Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare. E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre. Felizes e apaixonados até constatarem o óbvio: ninguém é perfeito.

Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente. É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira que bate, aquele defeito charmoso dele agora faz você ficar louca. Louca, não. Louquíssima. E você sente falta de acordar sozinha, sente falta do seu espaço, sente falta das suas amigas e das noites divertidas e vazias
que vocês passavam (lógico que não eram vazias, vocês tinham umas às outras!), sente falta de não ter que ligar e dar explicação de onde você estava e o pior: começa a achar graça naquele cara que você nunca achou a menor graça.

Mentira minha?Pois é. Solteiros, casados, juntados, a questão não é o estado civil, mas a sensação que volta-e-meia volta: nunca estamos satisfeitos. A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda. E perder dói. Se você se sente plenamente realizado todos os dias com alguém que você convive há muito tempo (namoros à distância e paixões tumultuadas não estão em questão), parabéns, eu não conheço ninguém igual a você. Porque não é fácil ficar sozinho, não é fácil viver com alguém, mesmo que seja o grande amor da sua vida.

Conviver é uma arte complicada. Haja tolerância, paciência e jogo de cintura para agüentar nossos defeitos e os do outro. Viver sozinho também não é mole. Haja sabedoria para estar só e se sentir sempre em paz. Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O primeiro dia do meu 25º ano de vida

Euzinha.

Ontem foi o dia do meu aniverário. Fiz 25 anos às 12:50 horas, horário que nasci . Hoje é o meu primeiro dia completo com essa idade. Existe alguma crise dos 25? Só ouvi dizer: se não casar antes dos 25 você fica pra titia. Então será que serei mais uma das solteironas da família? Pode ser até. Ainda mais quando se analisa a quantidade de solteirona na minha rua.

Se bem que hoje o casamento fica para mais tarde. Primeiro as mulheres querem se firmar profissionalmente, financeiramente, e depois pensar em ter um marido para stressar e filhos para educar.

Mas confesso que hoje estou um pouco mais carente que nos outros dias. Tudo bem que quero ser uma mulher bem sucedida na vida, mas não sozinha. Sem falar que solidão e libriana não combina! Faço parte do grupo mais social do zodiaco! Serei uma solteirona bohemia então?

Ou algum principe vai me resgatar? Adultas também acreditam na história dos principes, se bem que hoje a gente também pode resgatar alguém né. Afinal de contas, estamos em tempos bem modernos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ele é o Cara!

Super Homem, Batman, Homem Aranha, Quarteto Fantástico, H-Men... são tantos os super heróis criados pelo homem. Tem também Dalai Lama, Madre Tereza... outros grandes heróis que não fazem parte dos gibis e são realmente grandes. Cada um com sua arma super secreta, ou não, um soco, uma magia, uma força sem igual ou o amor.

Entre todos esses, ainda prefiro o meu herói. Ele é de carne osso e agora com uma barriguinha. Tem suas manias, suas reclamações, seu bom humor, seu momento casca grossa e principalmente seus super poderes. Entre suas principais armas: o amor, a parceria e o homem especial que é. Um coração grandão, uma experiência de 56 anos vividos e a paciência de ouvir.

Meu velho, meu herói, meu grande amigo, meu pai! Vilson Colonetti, o cara! Sempre quis ser igual a ele quando eu crescesse. To crescendo, na verdade já estou bem grandinha, e ele continua sendo minha inspiração. Só mudei uma coisinha: Quero ser que nem ele quando eu crescer, mas sem a barriguinha.

Chorão por natureza, medroso em alguns aspectos da vida também, ele tem o jeito dele e pronto. Um conselho seu é muito precioso e uma conversa sem tempo para terminar, regada por algumas cervejinhas, vale mais que tudo. O problema é que depois de algumas a mais as piadinhas sem graça surgem com maior frequência. Só ele ri.

Foi ele que me deu um porre quando eu tinha um ano de idade, tudo bem que isso é feio, mas é engraçado. Foi ele que me carregou para os barzinhos aos domingos, que me ensinou a jogar canastra, sinuca e só também. Me ensinou a ter fé, respeitar as pessoas, ser honesta, verdadeira, amiga, dar valor ao estudo e ao dinheiro suado de cada dia. Me ensinou tantas coisas que se eu ficar aqui escrevendo não vou terminar nunca.




Te amo Pai! Parabéns pelo teu aniversário. Estais velhinho heim! Virsola respondeu: Ainda bem que estou envelhecendo filha.


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Os comentários do povo

No último dia 12 a polícia federal de Caxias do Sul, junto com várias delegacias de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará; realizou a operação batizada de Colméia. Entre os presos, o empresário A.F., proprietário do centro de eventos Sapiranga, de Meleiro. O gaúcho é considerado o chefe de um grupo de tráfico de droga internacional que atuava nos três estados. O centro de eventos era uma das formas de lavar o dinheiro do tráfico. O que chamou a atenção dos policiais foram os relatórios que apontavam lucros nos shows, mesmo quando eles não eram grandes sucessos.

Na manhã daquela quarta-feira, não se falava em outra coisa. “Tu soube que o cara do Sapiranga foi preso?”. Comentários e mais comentários. Mas o que veio na minha cabeça foi: “Bem que aquele cara tinha falado”. O cara era um morador da região de Araranguá. Ele disse algo para mim em uma conversa informal na casa de um amigo meu, no verão. Ele havia afirmado que ia no show daquela noite. Quando perguntei: “Será que vai muita gente?”. Pergunta normalmente feita para saber se a festa vai ser boa, ele apenas respondeu mais ou menos assim: ”O dono nem liga muito se dá lucro ou não. Ele tem muito dinheiro, ele usa como fachada”. Eu fiquei surpresa, mas nem dei muita bola na época. Convenhamos: perdi uma grande pauta. Isso foi em janeiro, e a polícia iniciou as investigações em março.

Então parei e pensei: quantas vezes o povo todo já sabe de algo, e a polícia não faz nada? Nesse caso já havia grandes comentários, e a princípio nada era feito. Tudo bem que são necessárias provas, e total averiguação. Se o empresário fosse preso naquela época, talvez esse esquema todo não fosse desarmado. Mas existem outras situações em que o povo afirma, mostra, comenta, e nada é feito. Não só quando se trata de segurança, em outros campos também. Quando o povo fala muito, algo tem. Como diz aquele ditado: onde há fumaça, tem fogo. Seria bom ouvir mais os comentários do povo. Ele sabe muito, mesmo às vezes não tendo a noção da força que tem.

domingo, 9 de setembro de 2007

Já acabou?

Sem fazer nada, na praia, numa bela tarde de um dia de feriadão.

Geralmente tudo que é bom dura pouco. Mais um feriadão, momento muito aguardado por todo bom brasileiro, chega ao fim. Triste né? Eu acho pelo menos. Alguns dias pra sair fora da rotina nos fazem muito bem. Pena que a segunda-feira chega e tudo volta ao normal. Só que dessa vez de um jeito diferente. O corpo está menos cansado e a mente também.

Eu particularmente nesses feriadões me mando para praia. Pra mim, não tem nada melhor. Na verdade quando da certo sempre me mando para praia. O mar me faz sentir bem. Renova.... adoro isso.

Agora nos resta aguardar o feriadão de outubro, o de novembro, e todos os próximos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tholl, realmente um espetáculo

Mesmo com o atraso de mais de uma hora do início do espetáculo, tudo valeu a pena. Aposto que quem reclamou desse atraso, até esqueceu esse detalhe. MARAVILHOSO!

O espetáculo Tholl, Imagem e sonho realmente nos faz viajar. Lindo de se ver, muito bom pra rir, e quase perfeito que nos faz chorar. Assim defino esse grande show que aconteceu hoje na abertura da Quermesse em Criciúma. O estádio estava lotado, e foi bobo quem perdeu.

São dezessete atores que revezam números como andar em perna de pau, equilíbrio, malabares, tecido, e quadros de comédia. Eles fazem parte da Oficina Permanente de Técnicas Circenses, a OPTC. O figurino impecável, as caras e bocas e a emoção que eles passam fazem tudo ficar ainda melhor. Rasgação de seda né? Mas assistam um dia e digam se estou mentindo. Quero ressaltar que os cinco reais pagos pelo ingresso foram muito bem pagos! Posso dizer que até é pouco. Cultura para o povo, magia para o povo, e emoção.

Ah e pra quem foi, no final eles falaram sobre dificuldades. Uma delas foi que a prefeitura não separou camarim para os atores. Assim, eles chegaram no ginásio e tiveram que voltar para o hotel, se arrumar, e depois voltar para fazer o show. Sabe aquele atraso? Foi por isso, e não por causa de trânsito não. Na verdade o camarim existe, mas ficou para a dupla sertaneja Marlon e Maicon que fariam, e fizeram, um show depois.

Quer ver como não estou mentindo sobre o quanto é bom o espetáculo? Vê o vídeo ai. Fiz uma montagem com alguns momentos.




domingo, 26 de agosto de 2007

Eles mentem, e alguns ainda acreditam

Existem algumas pessoas que são mentirosas, e já possuem um rótulo. Por exemplo: alguns pescadores. Dizem que pescaram um peixe enorme, que numa tarrafeada pegaram tantas toneladas de peixe, que já viveram histórias que dariam um filme de hollywood. Quem nunca ouviu história de pescador? Não precisa nem ser pescador do bom, ou aqueles que só vivem da pesca. Qualquer um que comece a pescar sempre tem uma história. Mas tudo bem, eles são pescadores.


Agora tem um outro grupo que a fama de mentiroso pegou, e não larga mais. Quem acredita em político ai? Eu pelo menos não acredito muito não. Quando eles dizem que é difícil trabalhar, quando dizem que não tem dinheiro para educação, saúde, segurança e para o salário mínimo, que é mínimo literalmente, eu não acredito também. Basta calcular o quanto eles ganham e o custo das mordomias. Se faltasse dinheiro no senado isso seria cortado né? Ou não? E o quanto eles desviaram nos últimos tempos. E na história da política brasileira. Porque acredito que isso não começou hoje. É histórico já, e mesmo quem entra pra fazer algo bom, acaba entrando no esquema.

Outra mentira clássica vindo deles é: eu não sabia de nada! Eu nunca roubei! Eu não estava nem aqui! E outra: quem ainda acredita que tudo não acaba em pizza no país? Vamos ver como vai ficar o resultado do julgamento do mensalão. Há alguns dias o Supremo Tribunal Federal está resolvendo mais esse “pepino”. Vamos ver como termina esta história. Tomara que desta vez seja diferente, eu ainda espero por algo melhor. Por que, voltando a história de mentiras, uma mentirinha de pescador não faz mal a ninguém. Agora de um político, muitas vezes, faz mal a uma nação.

domingo, 12 de agosto de 2007

Um dos projetos de minha vida....

Título forte né? Na verdade é só pra você se perguntar que projeto é esse, e dar vontade de ver esse post. Não vou escrever muito desta vez, e sim mostrar um projeto de televisão que fiz na faculdade de Jornalismo. Esse projeto é um dos que são obrigatórios para a conclusão do curso. Foi realizado em equipe: eu, o Lucas Borges e a Julia Savi. Dê uma olhada, e diz o que acha... os professores gostaram, e tiramos dez neste trabalho.


Carvão Mineral: do subsolo à superfície

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domingo, 1 de julho de 2007

Dúvido você não bocejar ao olhar essa foto:



É mesmo, bocejar é contagioso. Quem afirma é a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Ela explica isso no livro "Por que o bocejo é contagioso?", publicado pela Editora Zahar. Mas sabe porque ele é contagioso? Porque nós somos seres imitadores! O ser humano é um verdadeiro macaco-de-imitação, garante Suzana. Temos a tendência de imitar tudo, mas algumas coisas a gente consegue segurar, já o bocejo é impossível. O máximo que conseguimos é não abrir a boca, e fazer uma careta equisitinha. "Isso é uma característica básica do funcionamento do cérebro importante para o aprendizado e que também serve de base para a empatia", explica a cientista.

A neurocientista também explica no livro outras coisas que acontecem com no cotidiano, curte só:
Por que ficamos arrepiados quando sentimos frio?

Ao longo da evolução, o homem perdeu boa parte dos pêlos que recobriam seu corpo. Mas o sistema neuronal responsável por eriçar os pêlos dos ancestrais bem mais peludos permaneceu intacto. Esse mecanismo, comum em animais com pêlos e também nos que têm penas, serve para proteger do frio uma vez que ajuda a reter o calor produzido pelo corpo.
Ps.: será que tem a explicação do arrepio por outro motivo? hihihi

Por que espirramos?

O espirro serve para livrar o corpo de sujeiras que irritam o interior do nariz e dos pulmões. É o cérebro que controla essa reação involuntária do organismo. Ao perceber poeira, fumaça ou qualquer outro corpo estranho, ele interrompe a respiração normal, provoca uma inspiração profunda e empurra todo o ar para fora. Como explica o livro de Suzana, o espirro sai do corpo a uma velocidade que pode chegar a 150 quilômetros por hora, levando, de roldão, todas as impurezas.

Por que bocejamos quando temos sono?

Bocejar é um esforço do cérebro para se manter acordado. Um recurso último para elevar a disponibilidade de dopamina, uma substância necessária à motivação. Mas a oxigenação insuficiente do sangue também provoca os bocejos. Ao abrir a boca, causando uma inspiração profunda, o nível de oxigênio é restaurado.

Por que temos soluços?

No cérebro, existe uma espécie de "central geradora de padrões rítmicos" que comanda e coordena a respiração. Ocasionalmente, no entanto, ocorrem falhas nesses padrões, que geram os soluços. Irritações no esôfago (provocadas por muito álcool, bebidas gasosas ou ingestão rápida de alimentos) costumam provocar o desvio do padrão respiratório. Beber água (em qualquer posição), um pouco de vinagre ou ingerir uma colher de açúcar ajuda a recuperar o ritmo respiratório normal. Mas fazer sexo até atingir o orgasmo também, garante o livro.
Ps.: Essa da água não dá certo, vinagre nem vem que não bebo, açúcar é legal, agora sexo? Nunca tentei essa técnica contra o soluço. Boa sugestão heim dôtora!
Qual a função da coceira?

Ela é um aviso de que o corpo entrou em contato com uma substância estranha, potencialmente nociva, como certas plantas ou a saliva de insetos. Nessas circunstâncias, o corpo libera uma substância chamada histamina, que leva células de defesa ao local afetado. Essa substância provoca coceira.
Ps.: Falar que alguém tem piolho também dá coceira. Mas é por que somo imitões.
Por que pensar cansa?

Depois de algumas horas de atividade intelectual intensa, o cérebro cansa. A fadiga mental está relacionada ao acúmulo de uma determinada molécula liberada por células cerebrais em locais de grande atividade neuronal. A adenosina é usada pelos neurônios para passar informação adiante. Por isso, quanto mais intensa a atividade no cérebro, mais adenosina é liberada. O acúmulo dessa substância ao redor das células acaba por limitar a capacidade dos neurônios de processar informação. Mas essa fadiga é limitada ao circuito cerebral que está sendo requisitado. Mudar de atividade resolve o problema. E quando todos os circuitos estão esgotados, o remédio é dormir.
Ps.: aixi pensar cansa mesmo. tenho que parar de pensar demais, vou usar essa desculpa pra fugir do trabalho :P

Por que dormimos todos os dias?

A sonolência vem do acúmulo de adenosina, produzida pelo funcionamento dos neurônios. Durante o sono, esse excesso de adenosina fabricado pelas atividades cotidianas é removido, deixando a pessoa recuperada para mais um dia.
Ps.: Outra coisa que descobri assistindo uns programas legais de TV: dormir demais envelhece, dormir pouco também. Meninas fiquem atentas: o ideal é dormir entre sete ou oito horas.

Por que mentir é difícil?

Mentir dá trabalho extra ao cérebro. Isso ocorre porque, para produzir uma mentira, é preciso ativar diversas regiões cerebrais dispensáveis na hora de falar a verdade. Para a mentira ser convincente, é necessário controlar o impulso natural de dizer a verdade, criar uma história falsa e, ao mesmo tempo, cuidar para não tropeçar em nenhum detalhe. Por uma razão semelhante, é difícil guardar um segredo. Diferentes áreas do cérebro são acionadas para lembrar que o assunto é proibido e também para monitorar as palavras ditas, impedindo a revelação do fato.
Ps.: tem gente que mente com tanta facilidade! Em Brasília mesmo, ninguém tem problema em mentir.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Eles são o futuro...

Existem coisas que possuem o rótulo: são o futuro. As crianças são o futuro do país, o celular é o futuro da comunicação, pois ele a cada dia passa a ter mais uma função. A web tv, o web rádio... tudo futuro. O futuro da política eu rotulo sendo os movimentos estudantis.

Ouvindo algumas histórias, vi que muita coisa errada da política, ali também acontece. Festas para se promover, desvio de verba, acusações, promessas não cumpridas e a tradicional busca de status. É ali no futuro, que a coisa já começa errada. Fiz uma matéria nesse semestre, que falava da relação do jovem e a política. Muitos nem dão bola pra ela, porque é uma bagunça total e já perdeu toda a credibilidade. Nosso país não é exemplo nesse campo, e faz tempo. Para piorar, a esperança no futuro cai por água abaixo quando coisas assim são feitas. Então eu pergunto: onde fica a esperança em um futuro melhor? Se quem vai fazer parte dele já começa muitas vezes cometendo os mesmos erros.



PS.: Na quarta-feira houve eleições para o DCE da Unisul. Eram três chapas concorrendo ao cargo, sendo que a vencedora foi a Inovação. O processo foi curto e a divulgação principal da idéias foi através de panfleto. Não se teve tempo para fazer algo mais completo, o mesmo erro de outros anos. Entre os jovens que faziam parte das chapas, alguns eram parentes de políticos da região, que pelo jeito vão seguir carreira. Tomara que para eles a história seja diferente... para o nosso bem.

terça-feira, 29 de maio de 2007

O tempo é curto...

O que você falaria em 15 minutos? O que você faria em 15 minutos? Ou em um minuto só, ou ainda 30 segundos ou 15 segundos. Os publicitários e jornalistas sabem bem a importância do tempo. Pelo menos é isso que acho, e é com esse dilema que muitas vezes me deparo. Porque quase sempre são muitas informações, mas pouco tempo para que elas sejam passadas. Uma matéria de TV padrão globo, raras vezes passa de 1 minuto e meio. Eu não estou lá, será que um dia chego? Ta vou parar de viajar. Mas ontem em 15 minutos falei algumas coisas com o pessoal do Programa Papo da Hora: o professor Rafael e o Marco Antônio. Escutem ai: www. Papodahora.tk. O programa tem que ser baixado deste site ok?

Mas o tempo não é curto apenas para as pessoas que se aventuram em trabalhar nos meios de comunicação. E também não apenas para quem tem que vender alguma coisa em 30 segundos. O tempo não para, já dizia Cazuza. Então nada de deixar as coisas para depois, pelo menos as que você considera importantes. Por exemplo: SER FELIZ!

Comentem aqui, ou lá, o que acharam do papo e sobre o assunto debatido.

sábado, 26 de maio de 2007

As coisas que gosto

Você já parou pra pensar em tudo que gosta de fazer? Uma vez vi uma entrevista em que um senhor (não lembro o nome agora) disse que se preocupava muito com o emprego dele. Chegou um dia que ele então se aposentou e começou a pintar quadros. Até então aquilo era o passa tempo dele. Mas só ali ele começou a ser feliz. Sem falar que começou a ganhar mais dinheiro ainda. Porque isso? Porque na real, era o que ele gostava de fazer.

Então eu pergunto outra vez, você sabe o que gosta de fazer? Já me deparei com essa pergunta a uns anos atrás, poucos quero deixar claro. Em uma entrevista de emprego, um radialista renomado aqui na região de Criciúma me perguntou: o que você gosta de fazer? Não sabia a resposta.

Aluguei dois filmes e os assisti na madrugada que passou. Resolvi ficar em casa para descansar da semana corrida. Eles me fizeram pensar sobre o assunto. O primeiro, a comédia E se fosse verdade, mostra uma menina que só trabalha, e trabalha, esquecendo de viver. O outro é um filme de dança, o Ela dança eu Danço (que não tem nada haver com aquele funk). Aqui um menino descobre o caminho dele com a dança. Sem falar que o filme também é bom porque faz bem para os olhos, reparem na foto do dançarino ali. Para o bem dos meninos que lêem o que escrevo, a dançarina está junto. Enfim, são dois filmes bem legais, especialmente na visão das meninas.


Não resisti e acabei listando algumas coisas que gosto: sentir o vento no rosto, a energia do mar e do sol, cansar de tanto dançar, rir, sair com as amigas, beijar, sentir o calor de alguém, estar apaixonada por alguém, contar estórias, ficar parada analisando as pessoas, comunicar... e assim vai. Pensei então: quais delas estou fazendo? A correria do trabalho, a faculdade, parece tirar todo o meu tempo às vezes. Com vocês não acontece isso também? A correria do dia-a-dia parece ser tanta que a vida esta passando rápido demais. Olho pra cima e peço: hei Deus, por favor, um dia maior do que 24h seria possível?

Você está fazendo o que gosta? Só sei que estou com saudade de dançar! Alguém sabe de alguma escola de dança que não ensine só balé? Também quero fazer: massoterapia, estudar astrologia, fazer yoga e ainda aprender a dançar hip-hop. E claro contar muitas estórias. Sempre digo que quero fazer isso, mas não faço. Pior que só me sobra à quinta-feira...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Seguindo

Vi algo essa semana que me fez pensar muito. Confesso que fiquei até assustada. Andando na Avenida Centenário na tarde de segunda feira, vi um ônibus passando em alta velociadade. Derrepente aquele aglomero de pessoas: um senhor foi atropelado pelo mesmo ônibus que eu havia visto. Algumas pessoas sabem o medo que tenho de ser atropelada, tanto que atravesso a rua bem correndo, depois de olhar para todos os lados é claro. Já gelei e pensei: meu Deus se é alguém conhecido? Até chorei no banheiro depois. Mas chorei porque? Porque vivemos com a certeza de que isso nunca vai acontecer com a gente. Sabemos que tudo é possível, mas não temos a consciência disso. Eu pelo menos não tenho.

Esperei o corpo de bombeiros chegar, a polícia, e o segundo amarelinho passar. Entrei no onibus e as pessoas ali nem imaginavam o que tinha acontecido. E pessoas morrem a todo tempo. Morte, que medo! Mas sabe qual o meu maior medo? Será que fiz tudo como deveria ser feito? Tomei as decisões certas? Realmente sei como viver a vida? Na real, acho que ninguém sabe muito bem. Afinal, nem sempre temos a consciência que pode ser apenas mais um passo, e a vida termina. Assusta não?

PS.: O senhor que foi atropelado não morreu, foi atendido e levado para o hospital. Segundo reportagem do Jornal da Manhã, sofreu traumatismo.

sexta-feira, 4 de maio de 2007


Oi blog, eu sou a Magali. Prefiro ser chamada de Maga ou Maguinha. E gosto mais ainda quando pessoas inventam apelidos para mim que comecem com Maga. Tipo: Magalouca, Magalosa.... Vou escrever algumas coisas aqui. Nem sei ao certo o que, mas palavras vão ser digitadas, imagens postadas, e, quem sabe, recados recebidos. Posso talvez escrever um monte de bobagens, ou coisas sérias. Sabe aquele trecho da música do Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar"? Serve para esse blog. A vida vai seguir, e conforme ela, vou escrever o que surgir na cabeça.


Tá blog, foi bom te conhecer. Acho que podemos ser amigos :)
Depois escrevo mais. Beijinhos!