domingo, 30 de setembro de 2007

Queremos pagode, reggae e hiphop

Fui numa festa sábado, na real fui em duas mas vou falar da última. Cerveja a um real, e várias bandas. A festa tinha tudo para ser um sucesso. Ainda mais que na cidade não tinha mais nada de tão interessante. Mas faltou uma coisinha: uma música melhor. "Ah tava legal, mas a música sem condições né?", uma amiga minha comentando. Tá o que tinha de tão errado com a música? Era rock pesado! Quando não era, a banda tocava Reação em Cadeia. Quem conhece a banda sabe que as letras geralmente são depressivas. Eles cantam a perda do amor. E o pessoal da festa perdeu a empolgação. Ainda bem que tinha gente bonita para olhar, e cerveja barata. No meu caso né, porque os meninos ficaram e as meninas começaram a ir embora.

Não querendo levantar a moral feminina. Nem ser feminista demais, mas já sendo, as meninas dão o brilho para a festa. Imagina o quanto teria sido melhor se o som fosse um reggae e/ou um pagode? Por que espantar as meninas da balada, se nós somos grandes atrações? Estou exagerando? Analise comigo: as meninas pagam menos para entrar para a balada, porque os meninos vão atras da gente. Ou você já viu eles ser reunirem em grupinhos para dançar? Não né. Poucos dançam, muitos ficam com uma lata de gelada na mão, e uma pinta de quem manda no pedaço olhando de fora da pista as meninas bem felizes dançando. Claro que tem os homens fofos que vão dançar com a gente, e convenhamos isso é bom né.

Então, não espantem as meninas da balada. Viva o pagode, o reggae e o hiphop. E claro um funk para gente dançar até o chão. A festa vai ser bem melhor assim. Quem não acha isso?

Estado de Espírito"Contradizer-se: que luxo!"

(Jean Cocteau)

Vamos deixar a hipocrisia de lado. Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, fica com um monte de caras cheirosos, deliciosos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo. E o blábláblá não acaba. Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão.

Mentira minha? Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada uma) com a frase mais usada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!" "Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada. E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo
que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.

Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida. Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare. E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre. Felizes e apaixonados até constatarem o óbvio: ninguém é perfeito.

Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente. É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira que bate, aquele defeito charmoso dele agora faz você ficar louca. Louca, não. Louquíssima. E você sente falta de acordar sozinha, sente falta do seu espaço, sente falta das suas amigas e das noites divertidas e vazias
que vocês passavam (lógico que não eram vazias, vocês tinham umas às outras!), sente falta de não ter que ligar e dar explicação de onde você estava e o pior: começa a achar graça naquele cara que você nunca achou a menor graça.

Mentira minha?Pois é. Solteiros, casados, juntados, a questão não é o estado civil, mas a sensação que volta-e-meia volta: nunca estamos satisfeitos. A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda. E perder dói. Se você se sente plenamente realizado todos os dias com alguém que você convive há muito tempo (namoros à distância e paixões tumultuadas não estão em questão), parabéns, eu não conheço ninguém igual a você. Porque não é fácil ficar sozinho, não é fácil viver com alguém, mesmo que seja o grande amor da sua vida.

Conviver é uma arte complicada. Haja tolerância, paciência e jogo de cintura para agüentar nossos defeitos e os do outro. Viver sozinho também não é mole. Haja sabedoria para estar só e se sentir sempre em paz. Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição. Que faz ter sentido até o que não se explica.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O primeiro dia do meu 25º ano de vida

Euzinha.

Ontem foi o dia do meu aniverário. Fiz 25 anos às 12:50 horas, horário que nasci . Hoje é o meu primeiro dia completo com essa idade. Existe alguma crise dos 25? Só ouvi dizer: se não casar antes dos 25 você fica pra titia. Então será que serei mais uma das solteironas da família? Pode ser até. Ainda mais quando se analisa a quantidade de solteirona na minha rua.

Se bem que hoje o casamento fica para mais tarde. Primeiro as mulheres querem se firmar profissionalmente, financeiramente, e depois pensar em ter um marido para stressar e filhos para educar.

Mas confesso que hoje estou um pouco mais carente que nos outros dias. Tudo bem que quero ser uma mulher bem sucedida na vida, mas não sozinha. Sem falar que solidão e libriana não combina! Faço parte do grupo mais social do zodiaco! Serei uma solteirona bohemia então?

Ou algum principe vai me resgatar? Adultas também acreditam na história dos principes, se bem que hoje a gente também pode resgatar alguém né. Afinal de contas, estamos em tempos bem modernos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ele é o Cara!

Super Homem, Batman, Homem Aranha, Quarteto Fantástico, H-Men... são tantos os super heróis criados pelo homem. Tem também Dalai Lama, Madre Tereza... outros grandes heróis que não fazem parte dos gibis e são realmente grandes. Cada um com sua arma super secreta, ou não, um soco, uma magia, uma força sem igual ou o amor.

Entre todos esses, ainda prefiro o meu herói. Ele é de carne osso e agora com uma barriguinha. Tem suas manias, suas reclamações, seu bom humor, seu momento casca grossa e principalmente seus super poderes. Entre suas principais armas: o amor, a parceria e o homem especial que é. Um coração grandão, uma experiência de 56 anos vividos e a paciência de ouvir.

Meu velho, meu herói, meu grande amigo, meu pai! Vilson Colonetti, o cara! Sempre quis ser igual a ele quando eu crescesse. To crescendo, na verdade já estou bem grandinha, e ele continua sendo minha inspiração. Só mudei uma coisinha: Quero ser que nem ele quando eu crescer, mas sem a barriguinha.

Chorão por natureza, medroso em alguns aspectos da vida também, ele tem o jeito dele e pronto. Um conselho seu é muito precioso e uma conversa sem tempo para terminar, regada por algumas cervejinhas, vale mais que tudo. O problema é que depois de algumas a mais as piadinhas sem graça surgem com maior frequência. Só ele ri.

Foi ele que me deu um porre quando eu tinha um ano de idade, tudo bem que isso é feio, mas é engraçado. Foi ele que me carregou para os barzinhos aos domingos, que me ensinou a jogar canastra, sinuca e só também. Me ensinou a ter fé, respeitar as pessoas, ser honesta, verdadeira, amiga, dar valor ao estudo e ao dinheiro suado de cada dia. Me ensinou tantas coisas que se eu ficar aqui escrevendo não vou terminar nunca.




Te amo Pai! Parabéns pelo teu aniversário. Estais velhinho heim! Virsola respondeu: Ainda bem que estou envelhecendo filha.


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Os comentários do povo

No último dia 12 a polícia federal de Caxias do Sul, junto com várias delegacias de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará; realizou a operação batizada de Colméia. Entre os presos, o empresário A.F., proprietário do centro de eventos Sapiranga, de Meleiro. O gaúcho é considerado o chefe de um grupo de tráfico de droga internacional que atuava nos três estados. O centro de eventos era uma das formas de lavar o dinheiro do tráfico. O que chamou a atenção dos policiais foram os relatórios que apontavam lucros nos shows, mesmo quando eles não eram grandes sucessos.

Na manhã daquela quarta-feira, não se falava em outra coisa. “Tu soube que o cara do Sapiranga foi preso?”. Comentários e mais comentários. Mas o que veio na minha cabeça foi: “Bem que aquele cara tinha falado”. O cara era um morador da região de Araranguá. Ele disse algo para mim em uma conversa informal na casa de um amigo meu, no verão. Ele havia afirmado que ia no show daquela noite. Quando perguntei: “Será que vai muita gente?”. Pergunta normalmente feita para saber se a festa vai ser boa, ele apenas respondeu mais ou menos assim: ”O dono nem liga muito se dá lucro ou não. Ele tem muito dinheiro, ele usa como fachada”. Eu fiquei surpresa, mas nem dei muita bola na época. Convenhamos: perdi uma grande pauta. Isso foi em janeiro, e a polícia iniciou as investigações em março.

Então parei e pensei: quantas vezes o povo todo já sabe de algo, e a polícia não faz nada? Nesse caso já havia grandes comentários, e a princípio nada era feito. Tudo bem que são necessárias provas, e total averiguação. Se o empresário fosse preso naquela época, talvez esse esquema todo não fosse desarmado. Mas existem outras situações em que o povo afirma, mostra, comenta, e nada é feito. Não só quando se trata de segurança, em outros campos também. Quando o povo fala muito, algo tem. Como diz aquele ditado: onde há fumaça, tem fogo. Seria bom ouvir mais os comentários do povo. Ele sabe muito, mesmo às vezes não tendo a noção da força que tem.

domingo, 9 de setembro de 2007

Já acabou?

Sem fazer nada, na praia, numa bela tarde de um dia de feriadão.

Geralmente tudo que é bom dura pouco. Mais um feriadão, momento muito aguardado por todo bom brasileiro, chega ao fim. Triste né? Eu acho pelo menos. Alguns dias pra sair fora da rotina nos fazem muito bem. Pena que a segunda-feira chega e tudo volta ao normal. Só que dessa vez de um jeito diferente. O corpo está menos cansado e a mente também.

Eu particularmente nesses feriadões me mando para praia. Pra mim, não tem nada melhor. Na verdade quando da certo sempre me mando para praia. O mar me faz sentir bem. Renova.... adoro isso.

Agora nos resta aguardar o feriadão de outubro, o de novembro, e todos os próximos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tholl, realmente um espetáculo

Mesmo com o atraso de mais de uma hora do início do espetáculo, tudo valeu a pena. Aposto que quem reclamou desse atraso, até esqueceu esse detalhe. MARAVILHOSO!

O espetáculo Tholl, Imagem e sonho realmente nos faz viajar. Lindo de se ver, muito bom pra rir, e quase perfeito que nos faz chorar. Assim defino esse grande show que aconteceu hoje na abertura da Quermesse em Criciúma. O estádio estava lotado, e foi bobo quem perdeu.

São dezessete atores que revezam números como andar em perna de pau, equilíbrio, malabares, tecido, e quadros de comédia. Eles fazem parte da Oficina Permanente de Técnicas Circenses, a OPTC. O figurino impecável, as caras e bocas e a emoção que eles passam fazem tudo ficar ainda melhor. Rasgação de seda né? Mas assistam um dia e digam se estou mentindo. Quero ressaltar que os cinco reais pagos pelo ingresso foram muito bem pagos! Posso dizer que até é pouco. Cultura para o povo, magia para o povo, e emoção.

Ah e pra quem foi, no final eles falaram sobre dificuldades. Uma delas foi que a prefeitura não separou camarim para os atores. Assim, eles chegaram no ginásio e tiveram que voltar para o hotel, se arrumar, e depois voltar para fazer o show. Sabe aquele atraso? Foi por isso, e não por causa de trânsito não. Na verdade o camarim existe, mas ficou para a dupla sertaneja Marlon e Maicon que fariam, e fizeram, um show depois.

Quer ver como não estou mentindo sobre o quanto é bom o espetáculo? Vê o vídeo ai. Fiz uma montagem com alguns momentos.