terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ahh o Opalão...

Brincadeiras, descida nos morros de carretilha, choros, falsificação de assinatura no bilhetinho da escola, imitação de pastor, dançando vanerão na frente da sala, batuques na carteira, copiando o desenho bonito do menino do lado (menino que também era bonito), capotamento de bicicleta, tiozinho engraçado do jogo do bixo, vó me dando pãozinho quente com margarina, fim do bimestre e minha mãe sempre sendo chamada na escola, passeio com as velhotas do bairro, minha mãe correndo atrás de mim para me dar uma surra, escalada nos móveis da sala, vôo com a cortina da sala, meu primeiro patins, minha boneca grande que eu não podia tirar da caixa, minha bicicleta rosa enorme para minha idade, voltas no sítio, futebol com meu primo... ah quantas lembranças da infância. Podia fazer uma lista enorme aqui. Época que vivemos sem nos preocupar com os problemas dos adultos. Nossas reivindicações são: “deixa eu ir brincar mãe? me dá aquele brinquedo novo? Ah não deveriamos estudar tanto!” Como que desse jeito ainda pensamos em crescer?

O que me fez pensar nisso tudo? Hoje me deparei com um dos objetos que sempre foi presente na minha infância: o Opalão do Virsola. Meu pai tinha um Opalão vermelho. Meu pai ficou com esse carro por 10 longos anos. Até chorei no dia que venderam, afinal de contas era praticamente da família. Hoje voltando para casa olhei do outro lado da rua e o vi. Estacionei e bati essa foto que coloco no blog. Saudade do Opalão e do tempo de criança.

Eu tenho um pensando, e queria dividir com vocês: Só deixa de ser criança quem quer! Claro que você não vai ser sempre um infantil sem responsabilidades. Mas vai se policiar para não deixar que pensamentos adultos demais invadam seu pensamento e tornem sua vida chata. Não vai querer ser sempre todo certinho. Umas brincadeiras bobas as vezes valem a pena. Quem disse que adultos também não podem brincar? Na real, acho que todo adulto deveria brincar. Claro que a inocência da criança a gente perde com a vivência. Também não podemos ser muito inocentes nesse mundo cão. Mas, brincando muitos valores são reforçados. Principalmente aqueles em relação aos sentimentos simples da vida. A diversão, a alegria, o simples fato de estar ali e pensando que a vida é linda de se viver.

Ser criança é demais. Realmente é um tempo bom que não volta nunca mais. Mas se você não cuidar nem a essência da criança continua.

Nenhum comentário: