sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Metades que se encontram

- Ai prima com essa chuva eu queria tanto ler outro livro. Terminei de ler Marley e não tenho outro. E não sei de alguém que possa me emprestar.
- Ah Maga tenho esse aqui ó pra ti ler. É bonzinho.

Então comecei a ler mais um livro de Paulo Coelho. O bonzinho que minha prima disse foi meio mentiroso. Gostei tanto de ler esse livro que só no primeiro dia li 160 páginas. Minha cabeça até doia de tanto ler. Sério! Aproveitei a tregua na chuva que deu e fui ler a beira mar. O que é muito bom de se fazer.

No início a história parecia comum demais. Uma menina humilde que vai para o exterior pensando em ser modelo mas acaba caindo na prostituição. Só que o romance entra em cena, e Maria começa a ver que o amor ainda existe. Pronto, fica quase impossível parar de ler. Maria e Ralf formaram um casal muito fofo.

Na história destaco a versão de Platão sobre o sexo. Na verdade eu com minha alma sonhadora e romântica, encaro mais como uma versão para o amor. Tanto adorei que até vou descrever a história aqui para vocês:

No início da criação os homens e as mulheres não eram como são hoje. Havia apenas um ser. Era baixo, com um corpo e um pescoço, mas sua cabeça tinhas duas faces, cada uma olhando para uma direção. Era como se duas criaturas estivessem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas e quatro braços.

Os deuses gregos, porém, eram ciumentos e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais. Duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não poderia ser atacada por traição. Quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos. E, o que era mais perigoso, tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.

Então disse Zeus, o supremo senhor do Olimpo: "Tenho um plano para fazer com que esses mortais percam a força.

E, com um raio, cortou a criatura em dois. Criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam. Porque agora tinham que buscar de novo sua parte perdida, abraça-la de novo, e nesse abraço recuperar a força, a resistência para andar longos caminhos e aguentar o trabalho cansativo. O abraço em que dois corpos se confudem de novo em um só.

Quem já encontrou a metade? Deve ser uma das melhores sensações na vida. Mas eu acredito que felizmente existem almas nascidas para um encontro. Mas também existem as nascidas para o desencontro. Algumas conseguem se perder depois de se encontrar. Por isso ainda sofremos de amor.

Mas leiam o livro, é muito bom.

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