sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bebida alcoolica algo tão normal...

Final de semana festa com a família. Cervejinha, churrasco, tios perguntando se você já arrumou namorado (a), os avôs como o centro das atenções, e as crianças correndo para lá e para cá. A maioria das pessoas já viveram um domingão desses não é? E na maioria nessas festinhas sempre pediu um gole de bebida ou algum tio mais "festeiro" já ofereceu. Por situações como essas que o Conselheiro Anti-drogas do Município de Criciúma, Manoel Rozeng, afirma ser a família o principal fator pelo aumento do consumo de bebidas alcoolicas entre crianças, jovens e adolescentes. Segundo Rozeng existem crianças de 10/11 anos já dependentes. Na região sul cerca de 6% dos dependentes dessa faixa etária. Não importa classe social, cor ou fatores de risco. Existe forte influência da genética e da familia onde vive. A bebida por ser liberada tem fácil aceitação na comunicade, por exemplo aqui em Criciúma em palestras para crianças é observado que poucos consideram o álcool uma droga.


"Existe uma grande insidência de jovens que bebem. A falta de opções culturais ajuda, mas não é o principal fator. A bebida é usada em larga escala em baladas, festinhas particulares. Ela é de fácil acesso." Manoel Rozeng.

Nem sempre esse consumo foi tão bem aceito na sociedade. Antigamente um filho bebendo era motivo para bronca, e das grandes. Hoje elas ainda existem, mas em menos situações. Esse fator vem contribuindo para que o número de pessoas com pré-disposição a dependência cresça. E as vezes só uma ida ao barzinho poder ser o início de uma dependência. Por isso a importância do fator família nesses casos. "Só que proibir por proibir não adianta. Os pais tem que começar dando exemplo", advertiu Rozeng.

Abertura para novas drogas


Uma pessoa alcoolizada é mais fácil de ser influenciada. É com essa afirmação que o conselheiro defende sua opinião: a bebida abre caminho para outras drogas. De modo geral o álcool é a primeira droga que eles tem contato. Também segundo ele a quantidade de pessoas em tratamento é relativamente pouca comparado a quem faz uso da droga. Geralmente quem procura ajuda é forçado ou levado por alguém. Existem vários casos, inclusive, de jovens que agridem pais por causa do álcool. Somento por causa dele. "O álcool tem grande aceitação social, mas quando a pessoa fica doente geralmente é deixado de lado. O próprio estado (governo num geral) pouco faz por pessoas dependentes da droga", lamentou Rozeng. Ele ainda afirma que a maioria das pessoas que fazem alguma coisa para o dependente químico são aquelas que querem fazer algo mais. Muitas vezes sem ter nada em troca.

Leis

Na mídia atual pode ser observado uma campanha contra a proibição de propaganda de cerveja. Essa é uma das ações para tentar reduzir o consumo de bebidas. Mas é um processo que deve demorar um pouco mais, já que mexe com muito dinheiro. São bilhões de reais ganhos com essas propaganda, muitas pessoas ganham com isso. "Mas através delas são passadas as mensagens de que bebida é relacionado com tudo que há de bom na vida", comenta o conselheiro. Segundo ele algumas tentativas de leis mais rígidas, inclusive aqui em Criciúma, foram feitas. Mas é muito dificil conseguir algo. Existe um acordo os postos de conveniência para não vender bebida para menores. Mas poucos respeitam esse acordo. Não só nos postos, mas na maioria dos estabelecimentos. "A polícia vem fazendo um belo trabalho contra drogas, isso é um fator positivo", comemora.


Minha opinião (se não quer ler, pule para as fotinhos)

Não posso pegar muito no pé dessa história porque eu gosto de beber, hoje controlada e socialmente. Esse caso onde a família influência muito é bem real, pelo menos para mim. Mas confesso ter me assustado ao saber que crianças de 10 e 11 anos já são dependentes. As vezes o choque da realidade nos assusta. Equilibrio é a palavra, até para essa simples ação tão comum no dia-a-dia: beber.

Se beber não dirija e não durma no volante.

Cuidado para não ser fotografado assim no final da festa.

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