terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rodopiando, dançando, girando e sendo feliz

Hoje cantei, fazia tempo que não cantava. Desafinei, não tinha um repertório definido e também não achei tão bom quanto eu achava aos meus 17 anos. Para a platéia do meu banheiro foi ótimo. Pude ouvir as palmas dos azuleijos do meu banheiro. Hoje também lembrei de uma proposta, meio maluca mas ela existiu, porque não ser artista? Um dos professores do colégio perguntou uma vez se eu sabia cantar. Bem, por mais que naquela época eu achasse que canto melhor que hoje, respondi que não. Mas eu sabia dançar. Então lembrei do tempo em que eu dançava livre e era o ponto flutuante que chamava a atenção de um ginásio cheio no dia das mães, dos pais, e outras datas legais. Dançando sem passos definidos, improvisados na hora do espetáculo. Uma fada vestida com um vestido azul que rodopiava, saltava, girava, corria e parava enquanto acordava as pessoas “perdidas”. Sujos de argila essas pessoas simbolizavam jovens no vício das drogas, que com o toque da fada voltavam para vida. Por dançar assim, o professor deve ter pensado que eu cantando também poderia virar algo como uma super pop star. Como as pessoas viajam não? Vai que eu tenho talento? Ah, deixa eu aqui com a publicidade e o jornalismo.

Lembrar me fez sentir saudade e voltar a pensar no que sempre penso quando lembro e sinto saudade: porque não continuei com a dança? Pelo menos as lembranças são boas. Foi bom ser o centro das atenções e dançar livremente como se eu estivesse dançando na sala da minha casa. E o melhor, eles gostavam.

Ah, um segredinho: eu ainda danço, rodopio, salto e giro, mas só na sala de estar da minha casa.

Um comentário:

Lua_Cheia disse...

Um dia lindo para ti.
beijinhos :)