quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Música de quinta: No one - Alicia Keys

Com seu jeito soul de cantar, Alicia Keys está no topo da lista de músicas americanas por duas semanas. A famosa, ou desconhecida, importante Billboard. "No One" é o single de estréia do terceiro álbum de estúdio dela, "As I Am", lançado em Novembro de 2007.

Essa é a moça.

Nascida em 25 de Janeiro de 1980 é uma famosa cantora, compositora, produtora, pianista afro-americana de música R&B/Soul. Keys é uma artista renomada, que já vendeu mais de 22 milhões de álbuns e singles no mundo todo e que ganhou numerosos prêmios, incluindo nove Grammys, dez Billboard Music Awards e três American Music Awards. Apesar de já ter lançado três álbuns (Songs in A Minor, The Diary of Alicia Keys e Unplugged), Alicia ainda é mais conhecida mundialmente pelo sucesso de seu primeiro single, Fallin.

Então, seguindo a linha de dica de música aqui no Magalices, a música de quinta hoje é No One. Segue um vídeo e a tradução.




Alicia Keys - No One (tradução)
Alicia Keys
"Ninguém"

Eu só quero você por perto
Onde você possa ficar para sempre

Você pode ter certeza
De que só vai melhorar
Você e eu juntos
Dias e noites
Eu não me preocupo porque
Tudo vai dar certo

As pessoas ficam falando
Elas podem dizer o que querem
Mas tudo o que sei é que
Tudo vai dar certo

Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto
Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto por você

Você, você

Pode mudar o que eu sinto por você

Quando a chuva está caindo
E meu coração está sofrendo
Você sempre vai estar por aqui
Sim, eu sei, com certeza

Você e eu juntos
Dias e noites
Eu não me preocupo porque
Tudo vai dar certo

As pessoas ficam falando
Elas podem dizer o que querem
Mas tudo o que sei é que
Tudo vai dar certo

Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto
Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto por você

Você, você

Pode mudar o que eu sinto por você

Eu sei que alguma pessoas procuram pelo mundo
Para encontrar algo parecido com o que nós temos
Eu sei, as pessoas tentarão, tentarão separar
Algo tão real
Então até o fim dos tempos
Eu te digo que

Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto
Ninguém, ninguém, ninguém
Pode mudar o que eu sinto por você

Ei é verão mesmo?

Voltei da praia. Se bem que a praia não foi tão praia assim nas minhas férias. Confesso: não escolhi a época boa de pegar uns dias para descansar, pegar sol, festar, rir com as amigas... Bom descansar descansei porque o que resta pra fazer com um tempo desse é dormir. Aproveitei e li. Terminei de ler Marley & Eu, muitoooo bom! Chorei horrores no final. Não é exagero, a maioria das pessoas que conheço que leram o livro choram no final. O cara realmente é bom na hora de escrever. Também li outro livro... mas isso deixo para o outro texto.

Ah me diverti com as amigas também, joguei baralho adoidada. Até que me dei bem na jogatina. Ainda bem que o final de semana rendeu. Mas no mais, estou aqui novamente. Agora vou me preparar para o carnaval, que assim como minhas férias, vai ter cara de inverno.

Ai que bom voltar a escrever aqui :)
Bjus!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ela chegou...

Todos esperam por ela o ano inteiro. Existem pessoas que ficam com ela por muito tempo, até dois meses! Já tem alguns que ficam 30 dias, 20, ou 10 dias. Mas como ela é muito cobiçada, tem aqueles que apenas ficam revesando: um dia com ela, outro não. É, realmente essa bixinha é querida por todos. Seja para ficar no sofá ou viajando por ai. Pode ser no calor do verão ou no friozinho do inverno. Ela também é paixão nacional. Viva as férias!!!

Chegou a minha vez de aproveitar esse tempinho de descanço. Então lá vou eu! Ela vai ser curtinha para mim, mas quero aproveitar pelo menos para poder dar um tempo para a cabeça. Afinal de contas é para isso ela serve não é?

praia, praia, praia...êeeee

Então queridos leitores, volto depois do carnaval. Esperem por mim tá? Quero muito que vocês continuem aparecendo por aqui :).

Já vou deixar uma enquete para saber o que vocês querem ler aqui no meu blog. Afinal de contas a satisfação dos leitores é importantíssima.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ahh o Opalão...

Brincadeiras, descida nos morros de carretilha, choros, falsificação de assinatura no bilhetinho da escola, imitação de pastor, dançando vanerão na frente da sala, batuques na carteira, copiando o desenho bonito do menino do lado (menino que também era bonito), capotamento de bicicleta, tiozinho engraçado do jogo do bixo, vó me dando pãozinho quente com margarina, fim do bimestre e minha mãe sempre sendo chamada na escola, passeio com as velhotas do bairro, minha mãe correndo atrás de mim para me dar uma surra, escalada nos móveis da sala, vôo com a cortina da sala, meu primeiro patins, minha boneca grande que eu não podia tirar da caixa, minha bicicleta rosa enorme para minha idade, voltas no sítio, futebol com meu primo... ah quantas lembranças da infância. Podia fazer uma lista enorme aqui. Época que vivemos sem nos preocupar com os problemas dos adultos. Nossas reivindicações são: “deixa eu ir brincar mãe? me dá aquele brinquedo novo? Ah não deveriamos estudar tanto!” Como que desse jeito ainda pensamos em crescer?

O que me fez pensar nisso tudo? Hoje me deparei com um dos objetos que sempre foi presente na minha infância: o Opalão do Virsola. Meu pai tinha um Opalão vermelho. Meu pai ficou com esse carro por 10 longos anos. Até chorei no dia que venderam, afinal de contas era praticamente da família. Hoje voltando para casa olhei do outro lado da rua e o vi. Estacionei e bati essa foto que coloco no blog. Saudade do Opalão e do tempo de criança.

Eu tenho um pensando, e queria dividir com vocês: Só deixa de ser criança quem quer! Claro que você não vai ser sempre um infantil sem responsabilidades. Mas vai se policiar para não deixar que pensamentos adultos demais invadam seu pensamento e tornem sua vida chata. Não vai querer ser sempre todo certinho. Umas brincadeiras bobas as vezes valem a pena. Quem disse que adultos também não podem brincar? Na real, acho que todo adulto deveria brincar. Claro que a inocência da criança a gente perde com a vivência. Também não podemos ser muito inocentes nesse mundo cão. Mas, brincando muitos valores são reforçados. Principalmente aqueles em relação aos sentimentos simples da vida. A diversão, a alegria, o simples fato de estar ali e pensando que a vida é linda de se viver.

Ser criança é demais. Realmente é um tempo bom que não volta nunca mais. Mas se você não cuidar nem a essência da criança continua.

Na luta contra a barriguinha

As mulheres vivem uma eterna guerra contra a balança. Muitas vezes exagerada, na minha opinião. Na verdade nunca me preocupei muito porque sou uma magrela. Só que agora não tenho mais o corpinho de 18 muito menos o de 20. Vou começar a cuidar mais do meu corpo, afinal de contas quero ser uma titia sarada.

Mas ao contrário das mulheres, não sei o que acontece com a grande maioria dos homens. Enquanto nós nos orgulhamos em conseguir um corpinho sarado, alguns se orgulham da barriguinha saliente. Uma vez caminhando na praia, uma prima minha de alguns 30 e pouco anos, me confidenciou: “Todos os meninos que eram gatíssimos na minha época estão assim barrigudos. Eles não se cuidam né Maga?” Concordo totalmente!


A culpa seria do exagero na cervejinha? Estudos dizem que não é o chop ou a cerveja que engordam. E sim o que geralmente é consumido junto com a bebida. Chop e batatinha frita, existe melhor combinação? Mas para os esponjas de plantão, beber demais engorda um pouco sim. E a barriguinha surge porque é nesse local onde os homens geralmente acumulam mais gorduras. Nós mulheres retemos gordura nos quadris e nádegas.


Precisamos mais de meninos preocupadinhos. Não queremos exagero, mas um cuidado vai bem. Não é só questão de estética. É de saúde também. A barriguinha é sinal de perigo ao coração. O tipo de gordura que se deposita ali tem grande facilidade para migrar até as artérias do coração. A cintura larga abre ainda caminho para o diabetes.


Então que tal fazer a alegria da mulherada duas vezes? Homens saudáveis com uma barriguinha boa de pegar e ver.


Fonte: Revista Saúde - março de 2001

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Comenta ai!

Algumas pessoas não conseguiram comentar nos post do Blog. Eu adoraria ter mais comentários aqui. Então fiz um guiazinho básico de como comentar. Você não precisar ser blogueiro para deixar sua opinião ou recadinho. Então seguem os passos para você comentar aqui no Magalices :)

Passo 1:
Primeiro você tem que ir até o final da postagem e clicar em comentários. Ao clicar ali uma janela vai aparecer.


Passo 2:Abrindo a janela é hora de deixar um comentário, uma opinião, uma crítica, uma sugestão, uma piada, uma declaração de amor, insultos.... escrece o que quizer.


Passo 3:Finalizando o comentário escolha a forma de indentificação apelido. Ali coloque seu nome e alguma página que você tem da internet. Pode ser um outro blog, um fotolog, acho que até o orkut vale. Depois é clicar em PUBLICAR COMENTÁRIO e pronto.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eles são especiais

Quando chegam as férias uma das minhas metas é ler. Então, meio atrasadinha confesso, estou lendo o primeiro livro: Marley & Eu, A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo. Não concordo com a frase que diz que Marley era o pior cão do mundo. Ele só era meio doido e diferente do padrão labrador de ser.


Um trecho do livro quase me fez chorar (quem me emprestou disse que no final do livro vou chorar de certeza). Ele fez lembrar os meus dogs fofos fugitivos Mel e Duke. O jornalista John Grogan conta que ao chegar da clínica após sua mulher sofrer um aborto, o cão que era uma peste chegou perto da sua esposa e ficou quietinho. Foi a primeira vez que ele viu Marley assim. Parece que esses bixanos sabem mesmo quando estamos triste. O Duke era assim antes de fugir com a Mel para casar. Faço essa brincadeira já que os dois fugiram juntos. Na real tenho quase certeza que a planejadora da fuga foi a Mel. Ele sempre ficava quietinho quando eu estava triste. Quando eu sentia cólica ele ficava deitado em cima da minha barriga. Eu adorava isso. Só fico com raiva do Duke lembrando de quando ele fez xixi em mim. Trouxe um cachorro para casa e ele com ciúmes demarcou o território. Foi nojento e engraçado.

Os cães são realmente especiais. Sem falar que são capazes de várias atitudes de parceria. Tem cachorro que até salvar gente salva. Mas o que parece ser racional, ou sentimental, é explicado por veterinários como sendo irracional. Mesmo assim, vamos fingir que eles fazem isso porque são um pouco humanos. Se você quizer ler o que é verdade ou mentira sobre os sentimentos caninos pule esses vídeos fofos que encontrei no You Tube. Senão fique só com o vídeos mesmo.







DEZ MITOS SOBRE OS SENTIMENTOS CANINOS.

Tem cachorro que parece agir como gente. Na realidade, o comportamento do animal nada tem a ver com as emoções nem com a inteligência humanas.


1) “Meu cachorro destruiu o sofá para me punir porque o deixei sozinho o dia inteiro”
A verdade:Vingança exigiria raciocínio além da capacidade canina. Uma explicação melhor: a solidão causa ansiedade e o cão extravasa latindo, mordendo e destroçando objetos.

2) “Ele está com o rabo entre as pernas porque sabe que fez coisa errada e se sente culpado”
A verdade:Cães não sentem culpa. É a experiência que o leva a associar lixo espalhado com bronca e dono nervoso.

3) “Vou viajar por três semanas e tenho medo que o cachorro sinta saudade”
A verdade:Tanto faz uma ou três semanas, pois a noção de tempo do cão é limitada. Ele se desespera no começo, pois percebe a ausência, mas depois tende a se acostumar.

4) “O cão fez xixi no meu travesseiro por desaforo porque eu lhe dei uma bronca”
A verdade:Não se trata de desaforo. O xixi serve para demarcar território. Como o animal se sente desafiado, deixa seu cheiro num lugar onde quem o puniu passe muito tempo.

5) “Ele sabe quando eu estou triste ou deprimido. Até parece que consegue ler meus pensamentos”
A verdade:O cão é especialista em detectar mudanças na expressão, no tom de voz, no cheiro e na atitude humanas. Mas só o homem é capaz de avaliar o pensamento alheio.

6) “Ele entenda tudo o que eu falo”
A verdade:Um cão pode aprender duas centenas de expressões. É só. Não entende frases complexas e, obviamente, não tem noção de sintaxe.

7) “É preciso esfregar o focinho do cachorro na bagunça (ou no xixi) e bater nele ou gritar para que aprenda a não fazer mais isso”
A verdade:A punição só tem efeito se o cão for pego em flagrante. Ele é incapaz de associar a bronca com o ocorrido uma a duas horas antes.

8) “Ele adora ver filmes e novelas na TV”
A verdade:O barulho e as imagens atraem a atenção do cão, em geral por pouco tempo. Mas ele tende a imitar o comportamento humano e, se os donos elogiarem, sente-se estimulado a continuar diante da TV.

9) “Ele ficou agressivo desde que eu trouxe outro filhote para casa. Está com ciúme e tem medo de que eu não goste mais dele”
A verdade:Cão não sente ciúme, mas protege seu território e disputa a atenção dos donos. Isso o faz ficar mais agressivo.

10) “Meu cão é muito vaidoso, sente-se bonito quando toma banho e coloca uma roupa nova. Se a gente não elogia, fica chateado”
A verdade:Um cão conhece o próprio cheiro, mas é incapaz de reconhecer sua imagem no espelho. Imagine se vai se achar feio ou bonito. O que o deixa contente são os elogios e afagos humanos.


Fontes: http://www.anclivepabrasil.com.br/portal/coluna_ver.php?idc=8

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Música - Bubby de Colbie Caillat

Essa música é uma das famosinhas que tocam na rádio. Não só no Brasil, mas no mundo. A menina da foto ao lado está arrasando. É a jovem Californiana de 22 anos Colbie Caillat. Ela canta e compõe desde a adolescência. As canções de seu primeiro álbum "Rumours" falam sobre amor, relacionamento e o simples prazer de viver. Sua musicalidade pop suave e calma muitas vezes lembra cantores como Dido, Norah Jones e Jack Johnson. São canções quase acústicas.


Acabei de ver o clipe e descobrir a tradução dessa música que escuto sempre antes de dormir. Então estou passando para vocês.


Primeiro o clipe....



_____________________________________________
TRADUÇÃO

Colbie Caillat
Bubbly

Eu estou acordada por um tempo agora
E você fez com que eu me sentisse como uma criança agora
Porque toda vez que eu vejo seu rosto animado
Eu sinto um arrepio num lugar bobo

(Refrão)
Começa na ponta dos meus pés
E eu enrugo o nariz
Para onde for, eu sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor, fique por um instante agora
Só aproveite seu tempo
Onde quer que você vá

A chuva está caindo no vidro da minha janela
Mas nós estamos escondidos em um lugar seguro
Debaixo das cobertas, ficando secos e quentes
Você me dá sentimentos que eu adoro

(refrão)
O que eu vou dizer
Quando você faz com que eu me sinta desse jeito?
Eu apenas.........hum

(refrão)

Estive adormecida por um instante
Você me cobre como uma criança agora
Porque toda vez que você me segura em seus braços
Eu fico confortável o bastante para me sentir aquecida
Começa na minha alma
E eu perco todo o controle
Quando você beija o meu nariz
Os sentimentos aparecem
Porque você me faz sorrir
Querido, não se apresse
Enquanto você me abraça forte

Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer lugar que você vá...
Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer lugar que você vá...

Oh, onde quer que você vá, eu sempre saberei
Porque você me faz sorrir, assim só por enquanto

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A vida que vai

A morte do jovem de 25 anos Mateus Pescador Marcelino, na manhã de terça-feira, chocou Criciúma. Ganhou espaço nos sites de notícias, rádios e jornais. Mas a história ainda é mais triste porque a irmã de Mateus há dois anos atrás também faleceu por problemas do coração. Ela tinha apenas 17 anos. E segundo o cardiologista, Dr. Jairo Xavier Filho*, é muito difícil uma pessoa com menos de 20 anos morrer, a não ser por causa hereditária. Os jovens só morrem por doenças de coração em casos muito raros, como por doenças de chagas.

Esses fatos me dispertaram para o seguinte questionamento: porque jovens morrem assim tão cedo por problemas no coração? Nesses dois casos tudo indica que é algo hereditário. Algo que acabou afetando os dois irmãos.

Mas existem duas causas de mortes por ataque cardiáco onde quem sofre o provocou. O uso de "bombas" e o de cocaína. Os atletas que tomam bomba, principalmente as mulheres, morrem de infarto muito cedo, afirmou Dr. Jairo Xavier Filho.
No caso da cocaína, alguns médicos da Sociedade Mineira de Medicina já pedem que o teste de cocaína seja obrigatório. A preocupação é não remediar o jovem que entra no pronto socorro com algo que possa piorar seu estado clínico. Muitos dos números da sociedade médica destacam o ataque cardiáco associado ao consumo de cocaína. Quando também há o uso de bebida o caso pode agravar ainda mais. Nos EUA, 25% das anginas em jovens estão associadas ao uso da cocaína. Desses, 6% infartam.


A polícia Federal apreendeu 30 quilos de pasta base para a produção de até 3x de pó. A droga era para ser distribuída aos consumidores do sul.

No Brasil, não existem números oficiais. Em uma matéria realizada pela Folha de S.Paulo, 10 cardiologistas relataram 50 infartos envolvendo jovens. O caso que mais se destacou foi o caso de um adolescente de 14 anos, de Uberlândia (MG), que infartou após consumir cocaína. Infelizmente morte de jovens são muitas vezes associadas ao consumo de drogas. Até no caso do Mateus ouvi um comentário após falar sobre a morte: "Ih pode ver que foi overdose". Mas um boato sem nenhum fundamento, pois a pessoa falou por instinto sem nem conhecer o jovem.

Sem um número oficial de infartos associados ao consumo, as estatísticas sobre o consumo da droga são sempre citados. Um dos números aponta que 2% dos estudantes de dez capitais brasileiras já usaram cocaína pelo menos uma vez na vida, segundo levantamento do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas).

Na foto outra droga que a galera adora


"A cocaína causa uma tempestade elétrica no coração. A associação com os betabloqueadores, pode piorar o quadro de espasmo coronário", explica cardiologista Almir Sérgio Ferraz, um dos diretores do Funcor (fundação do coração). O risco de ocorrer um infarto é 24 vezes mais elevado após 60 minutos do consumo da cocaína, mesmo em indivíduos com baixo risco cardiovascular.

Então galerinha do "somos unidos pelo pó", que não é pouca na nossa cidade, deve abrir o olho. Porque por um momento de prazer a vida pode ser perdida. E existe algo mais prazeroso do que viver? A Marina diria: existe sim! Dai eu respondo: mas só se faz isso vivo.

* entrevista de 20 de Agosto de 2005, cedida ao site http://www2.uol.com.br.
* Folha de S. Paulo – 23/01/2005.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Planeta dos sons

A etapa catarinense do Planeta Atlantida 2008 aconteceu nesse último final de semana em Floripa. Dois dias de muitos shows, festas e música para todos os gostos. Nos dois dias foram mais de 60 mil pessoas. Eu fui no primeiro, o dia da Ivete e o mais comentado. Claro que os dois dias foram bons, mas a rainha subiu ao palco na sexta-feira. Também na sexta tocaram NX zero, O Rappa, Charlie Brown, Jorge Benjor, Banda Eva e Skazi. (Dessa lista perdi os dois primeiros e o Skazi. O pior pra mim foi perder O Rappa, na real só vi três músicas. É o segundo show que vou deles e não consigo ver. Que chato! Mas o negócio foi aproveitar o resto.)

Show da Banda Eva. Foto de celular.

Analisando os shows, sem citar o da Ivete que sem dúvida foi o melhor, gostei mais da Banda Eva. Saulo tem uma voz MARAVILHOSA, e ainda é gato. Sem falar que o povo baiano é festeiro por demais e sabe levar o show super bem. Charlie Brown também é alucinante. Chorão empolga todo mundo, só é chato por perguntar umas 20 vezes: quem é da família Charlie Brown ai?
A decepção foi Jorge Benjor. Não foi a música dele e sim a falta de trato com o público. Nem um boa noite ou uma palavrinha foi dirigida aos quase 40 mil planetários que estavam ali. Parecia que para ele o básico era chegar, fazer o som e ir embora. Mas mesmo assim, os grandes sucessos dele fizeram o público pular.

O Planeta é muito bom! Vale muito participar de festivais assim. Deveriam ter mais no nosso estado. Vale muito a pena pagar o valor do ingresso para ver músicos nacionais e internacionais. Foi o terceiro que fui, e pretendo ir ainda nesse ano na etapa do Rio Grande do Sul. Lá o bixo pega. Em uma edição eram 70 mil pessoas e euzinha no meio. Falando em multidão eu sempre pensava: como as pessoas conseguem ficar nesse mundão de gente ai? Na real tu nem sente, e a dica é não olhar para tras. Porque a multidão que você vê assusta um pouco.

Euzinha esperando o show da Ivete.

Outro fato legal são as pessoas que você conhece e encontra. Gente de vários lugares e como sempre muito criciumense presente no evento.

Vou postar aqui um vídeo que a minha amiga Renata, parceria do planeta, encontrou no You Tube. Saulo cantando igual ao que ele fez no show em Floripa. Voz linda por demais. Adorei essa hora.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quem são essas pessoas?

Na hora de decorar algum ambiente ideias não faltam. Cores, texturas, fotos e fotos.... Quando vou em um barzinho aqui em Criciúma sempre me pergunto: quem são essas pessoas? Isso porque, na decoração do banheiro existem quadros com fotos antigas de algumas pessoas. Mas nem uma legendinha eles colocaram. Então penso: seriam antigos moradores desse local? Os jovens descolados da época? Parentes do dono do bar? Ou simples fotos para deixarem pessoas como eu pensando: cramento quem são?



Quem são?

O ambiente que falo é no Rotta Beer. Uma boa opção, por sinal, para quem fica na cidade durante a semana e quer espantar o calor tomando um chopp.

Agora voltando aos quadros... tomara que eles tenham algum significado. Vou perguntar para o dono do bar. Ou alguém ai sabe quem são essas pessoas?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

As preferidas

As músicas são as trilhas sonoras da vida. Você está alegre? Aquela música alto astral é perfeita. Amando? Tem tantas romanticas lindas! Depre? Dor de cotovelo? Pronto, ouve um sertanejo, um pagode ou uma música melosa. São trilhas ideais. Cada momento o ritmo certo. A música é uma terapia, uma forma de expressão, na minha opinião claro. Existem tantas letras e melodias nesse mundão né?

Mas todos temos as nossas músicas preferidas. Eu tenho duas. A primeira, e minha eterna paixão, é E eu sei que vou te amar de Vinicius de Moraes. Meu filho vai se chamar Vinicius por causa dessa música. Desde a primeira vez que ouvi achei a declaração de amor mais linda de todas! É meio triste eu sei. Ando muito sentimental nos últimos dias. Culpa do especial do Leandro e Leonardo (conto essa história depois).

Outra música que amo é uma do Chimarruts, uma banda de reggae de Porto Alegre/RS. Deixa que corra serve como um mantra quando estou triste. Só começo a cantar essa música melhoro. Calma, não saiu berrando a música, só me imaginar cantando já adianta. Na verdade todas as músicas do Chimarruts me fazem ficar melhor. Algumas são muito alto astral.

Viva a música Brasileira. Viva os sons que deixam nossas vidas mais mágicas. As trilhas sonoras da vida ao som de um violão, com uma voz boa ou não, com uma melodia lenta ou rápida.

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Para vocês ficarem ligados nas músicas que citei, seguem as letras :)


Eu sei que vou te amar - Vinicius de Morais

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
A cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou te amar

E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida



Deixa que corra - Chimarruts


Deixa que corra
Aquele sentimento bom
Que vem de dentro de ti.
Mas se um dia chorar,
Saiba que existem pessoas
Que acreditam em ti.
E olhe pra frente,
Pois há um futuro de luz
Esperando por nós.
E aqui no presente
Lutamos com força
De um vencedor.
Veja a criança
Que brinca e fala
Tudo que sente.
No seu coração
A pureza que toca
No fundo da gente.
Deixa ser,
Que tudo ao natural
Vai acontecer,
Podes crer,
O sopro da vida
Nunca vai morrer.
Mesmo que o tempo trás,
E o mundo faz,
Ficar tão longe.
Se não podes compreender
Ao menos tente ver,
O que se esconde atrás dos montes.
Eu quero te dizer,
Quem fez o sol
Também fez você.
Já é hora de pensar
E não mais viver,
Só por viver.
Eu quero te falar,
Quem fez o céu
Nos faz enxergar.
E o que com olhos
Não se vê,
Mas com o coração
Se pode entender.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Imprevistos nada previstos

Viva os imprevistos da vida que fazem ela ficar mais emocionante. Se a vida saisse como imaginássemos qual graça teria? Ainda bem que planos existem, mas ainda bem que eles podem ser alterados. O único problema é quando os imprevistos resultam num saldo negativo de R$ 417,00. Maldita pecinha do meu carro.


Atualmente venho planejando me apaixonar. Mas como todos dizem: isso não é algo planejável. Então fico aguardando um imprevisto, algo como: olhar e me apaixonar. Como foi da última vez. Afinal de contas, quem não procura o amor? Preciso sentir isso tudo denovo. É tão bom né? Será que é castigo? Coisa do tipo: "Menina tu desperdiçou um amor, e quer outro?" Tomara que não.


Dia 2 de fevereiro vou entregar umas três rosas brancas e um perfume para Iemanjá. A última vez que fiz isso deu certo. Besteira? Até pode ser. Ou simplesmente coinscidência. Tudo bem que existe outra forma de achar alguém. Como ficar num barzinho, numa balada, em qualquer lugar, esperando um imprevisto previsto bate papo com alguém interessante da mesa ao lado. Mas to tentando isso faz tempo. Não que bate papos não tenham surgido, mas não era isso que procurava. Então continuo esperando um imprevisto nada previsto.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Foto e texto: Magali Colonetti

Ela não teve tempo de ser criança, e o seu maior arrependimento foi não ter estudado. "Tenho só até a quarta série. Eu estudava, quando tinha que parar para trabalhar minha mãe pedia e eu parava. Naquela época o importante era o homem estudar, a mulher não precisava muito", contou com lágrimas nos olhos. Albertina Padoim Ghizzo nasceu numa família de sete irmãos que viviam no interior do Sul de Santa Catarina, em Estação Cocal. Ajudar na roça era uma de suas funções. Acordava às quatro da manhã e ficava até às 11 horas. Ia para casa e fazia o almoço, retornando depois para ficar até às 18 horas trabalhando. Esse esforço todo era para garantir a comida na mesa. Mas sua rotina não parava aí. Ao chegar em casa encontrava mais trabalho para fazer. Cuidar dos animais criados por seus pais, entre eles oito vacas, também era sua função. Isso apenas com 11 anos de idade, mesmo ela não conseguindo carregar um balde de leite. Nessa tarefa ela tinha a ajuda da mãe. O pai de Albertina morreu um ano depois, quando ela tinha 12 anos. Por ser a irmã mais velha, suas responsabilidades aumentaram. Ela passou a ser o braço direito da mãe, que tinha a tarefa de criar os sete filhos sem ajuda do marido. E o tempo para a escola foi ficando cada vez mais inexistente.


As lágrimas voltaram a face de Albertina quando contou sobre um acidente que sofreu aos 13 anos. Ao tentar "fazer" fogo utilizando álcool, uma parte do lado esquerdo do seu corpo queimou. Ela ainda lembra sua mãe explicando como sua pele fervia, e só parou de queimar quando foi abafada em uma coberta. Foram 15 dias em cima de um colchão d’água e o total de dois meses internada. Uma recuperação considerada rápida pelos médicos, que achavam que ela ia ficar uns quatro meses. Mas a dor não ficou só nas dores da queimadura. Foram queimaduras de terceiro grau, que até hoje ainda marcam a pele de Albertina. Algumas mais sutis, já que nos últimos 10 anos ela fez cinco cirurgias plásticas. A última há menos de quatro anos. Sua imagem refletida no espelho, mesmo não tendo marcas no rosto, a deixaram com medo de encarar as pessoas. Em uma forma de tentar fugir desse confronto com a sociedade, ela pensou em ser freira. Uma de suas tias já era, e ela via ali uma saída. Mas sua mãe não deixou e a encaminhou para o psicólogo. "Eu tinha vergonha de sair na rua! Eu tinha vergonha de mostrar meu corpo. Mesmo com as queimaduras tapadas, eu cismava que olhavam pra mim", lembrou. Até a forma de vestir-se mudou. Albertina só usava roupas mais fechadas e que cobriam as marcas.


Já um pouco mais velha, aos 18 anos, ela começou a ter crises. Eram desmaios que podiam durar por muito tempo. Em uma ocasião durou três dias. Sua aparência ficava como se estivesse dormindo, e quando acordava não lembrava de nada. A explicação dos médicos para esses desmaios era o encontro de duas veias do cérebro. Foram muitos anos de tratamento até as crises passarem. E isso mais uma vez dificultou sua ida a escola. As crises também chegaram a ameaçar a gestação do seu primeiro filho. Ela ainda tinha as crises, o que preocupou a família. Chegaram a levantar a hipótese de aborto, mas Albertina resistiu. Hoje Eduardo tem 27 anos e nasceu perfeito. Depois nasceu Edmilson, atualmente com 24 anos. "Pensei que nem ia casar. Achava que nenhum homem ia olhar pra mim", confessou. Mas ela casou sim, com o padeiro Fioravante Ghizzo Neto. "Ele entregava pães lá em casa. Quando chegava eu me escondia. Morria de vergonha. Mas começamos a namorar e hoje estamos casados".


Aos 50 anos, ela é uma das funcionárias do setor de limpeza de um supermercado de Criciúma. E já ouviu coisas como: "Eu estudei, tu não", "Tu é paga para limpar isso aqui". E outras frases que no fundo significam: "ei, eu sou melhor que você, minha função é mais importante que a sua". Resposta dela: "Arruma bem essa frente da prateleira, e deixa o chão sujo. Eles vão olhar mais pra tua prateleira bonitinha ou pro chão? Meu trabalho é tão importante quanto o teu". Foi sua sogra que a incentivou a trabalhar na limpeza de casas e empresas. Fazer isso é algo que Albertina aprendeu a gostar. Sente orgulho do trabalho que faz e sempre quer realizar bem feito. Sem falar que o dinheiro com esses serviços é bom. Além do salário fixo ela consegue algum dinheiro extra, totalizando uns R$ 1.200,00 reais por mês. Albertina considera sua história de vida triste, mas hoje se diz uma mulher resolvida e feliz.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Todas na guerra! (uma análise feminina)

Os especialistas dizem: o problema da humanidade é o aquecimento global! Uma guerra mundial está próxima! Olha analisando bem, acho que outra guerra está por vir. A feminina. Infelizmente não é por direitos ou reconhecimento da inteligência que possuímos, mas por homem mesmo. Em Criciúma a briga promete ser grande. Em uma cidade onde existem mais mulheres que homens, e para piorar a grande maioria bonita, o negócio complica ainda mais. Só eles saem ganhando, afinal de contas: é muita mulher neh ow!!!!


Fora essa brincadeira toda, mas nem tudo tão brincadeira, em uma conversa no final de semana analisamos: até que ponto uma amiga pode ficar com um cara que a outra acha bonito? Eu particularmente acho: uma amiga achou o cara bonito tira o olho. Afinal de contas ela viu primeiro. Agora se surge algo como o cara olhar para a outra, ou rolar sentimento... dai tudo bem. Fora o esgoísmo e viva o amor! Mas se for só para curtir uma noite, uma amizade vale muito mais. Muito mesmo!

Infelizmente nós mulheres temos que enfrentar essa concorrência toda. Não tem como discutir, os homens são bem mais parceria nesse quisito. Já viu algum "furar o olho" do outro? Muito difícil. É bem naquela: "Mulher de amigo meu é homem". Já que tentamos ser iguais a eles em tantas coisas, deveriamos seguir esse lema ai também.

No jogo da conquista duas saídas para esse dileminha. A primeira é não mostrar o cara que você acha gato. Mas se resolver mostrar, já diz em seguida: olha que gato! Mas tira o zolho que nesse vou investir. E já emendar: se ficar com esse fico queimada.

Agora se a guria teimar mesmo e ficar com o cara, amizade é zero.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Viva a magia do Farol

No Farol de Santa Marta nesse final de semana.

Existem lugares mágicos. Pode ser uma praia, uma casa no campo, ou um cantinho em qualquer lugar. Mas o que importa é que naquele espaço você está feliz. É o seu cantinho. Só que existem lugares onde a magia encanta todos que ali estão. Não é algo tão pessoal e único, pois todos sentem o mesmo que você. O Farol de Santa Marta é um deles. Você sabe que vai pegar aquela estrada horrivel, mas tudo no final vale a pena. Só olhar aquele marzão, e ficar lá curtindo o lugar vale muito. O ruim é voltar para casa.


Mas nesse final de semana notei algo muito chato. As pessoas realmente são má educadas. Vi tanto lixo na rua. Não sei o que acontece, ou se a prefeitura está falhando nesse ponto. Só sei que praia e lixo não combina.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Além do para papapapapapapapa

No reveillon duas músicas foram trilha sonora da grande maioria das festas, sendo elas nas residências ou bares. Todos dançaram e comemoraram a virada do ano ouvindo Pirigueti e Rap das Armas. A primeira fala da menina fácil, aquela que o cara tem para ser uma diversão extra. É uma zoação com um fato que acontece muito. Na minha opinião, guria que se sujeita a isso é uma tansa. (tomara que eu nunca morda a língua). Já Rap das Armas, um sucesso que veio junto com o filme Tropa de Elite, fala sobre conflitos na favela, as armas usadas contra a polícia e contra facções inimigas.

Duas músicas que tratam assuntos polêmicos. Mas aqui vou defender que brincar com tristeza, principalmente no caso da música do Rap das Armas, é muito irônico. Quem fez a música a fez como forma de protesto, através de um estilo de funk chamado de proibidão. Ele explora de forma demasiadamente explícita os temas da violência e do crime – inclusive com narrativas sobre os conflitos entre traficantes nas favelas, elogios a facções ou traficantes, exaltação do poder bélico de determinadas comunidades etc. – ou da sexualidade/erotismo, muitas vezes narrando, sem nenhum pudor, situações eróticas vividas ou desejadas pelos intérpretes.*

O rap das Armas foi gravado em 1999 por Cidinho e Doca. Narra o cotidiano da favela Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Descreve principalmente a relação entre as facções do narcotráfico e a polícia. E engradesse a comunidade por terem tantas armas potentes como a AR-15, M-16, Ponto 50 e AK-47. Essas armas são de grosso calibre e algumas delas utilizadas pelas forças armadas em artilharia antiaérea.

Cidinho e Doca não cantam mais proibidões.

Quem já parou para analisar o que essa música diz? Leia e tire suas conclusões. A minha é: enquanto muitos festam com a letra dessa música. Muitos outros sofrem por justamente conviver num ambiente assim. Onde o morro não tem lei, e a guerra civil é uma realidade. E não só uma letra.

Parapapapapapapa Paparapapapapapa paraapapapapapa kla que bum parapapapapa

Morro do Dende é ruim de invadir / Nós com os alemão vamos se divertir

Por que no Dende eu vou dizer como é que é / Aqui não tem mole nem pra DRE

Pra subir aqui no morro até a BOPE Treme / Não tem mole pro Exército, Civil nem pra PM

Eu Dou o maior conceito para os amigos meus / Mas morro do Dende, Também é Terra de Deus

Vem um de AR15 e outro de 12 na mão / Vem mais um de pistola e outro com 2 oitão

Um vai de Uru na frente,escoltando o camburão / Vem mais dois na retaguarda mas tão de Glock na mão.

Amigos que eu não esqueço,nem deixo pra depois / Lá vem dois irmãozinhos,de 762

Dando tiro pro alto só pra fazer teste de InaIntratec Pisto,Uzi ou Winchester / É que eles são bandido ruim e ninguém trabalha

De AK47 na outra mão a metralha / Esse rap é maneiro eu digo pra vocês

Quem é aqueles caras de M16A / Vizinhança dessa massa já diz que não aguenta

Na entrada da favela já tem ponto 50E / Se tu tomar um "PÁ" será que você grita? Seja de ponto 50 ou então de ponto 30

Mas se for alemão,eu não deixo pra amanhã / Acabo com safado dou-lhe um tiro de FAZAN

Por que esses alemão,são tudo safado / Vem de Garrucha velha dá dois tiro e saí vuado

E se não for de revólver,eu quebro na porrada / E Finalizo o rap detonando de granada!

*Fonte : O BOM E O FEIOFUNK PROIBIDÃO, SOCIABILIDADE E A PRODUÇÃO DO COMUM, texto de Ecio de Salles, mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal Fluminense e doutorando em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ai é pedra!?

O céu de Criciúma desabou nesta tarde de quinta-feira. Foi Deus que mandou a chuva para aliviar o calor que fazia. A cidade é um forno no verão, a verdade é que no Brasil sempre é assim. Mas não reclamo pois adoro isso. Imagina andar cheia de roupa naquela neve gelada? Não não... prefiro o calor do Brasil.

Trabalho num lugar onde a chuva que cai parece ser maior ainda. As telhas de brasilit ecoam o som. E como chuva de verão é sempre intensa, fico só espiando na janela observando se pode haver a chance de chuva de granizo. Hoje tive a ilusão de ela estar caindo. Ilusão suficiente para fazer com que me levantasse da cadeira e fosse até o carro correndo. Atitude normal de quem quer colocar o carro em um lugar coberto. Mas sair berrando: "Meu carro tá na rua e tá chovendo pedra! Me ferrei!"; Convenhamos, foi um King Kong. Ainda mais no corredor da diretoria. Ainda bem que o Brasil está ainda no ritmo dos feriadões e a diretoria também.

Da próxima vez vou ser menos aguniada. Porque os grandes erros cometemos no impulso, e na incerteza. Claro que existem pessoas que conseguem cometer grandes acertos nessas horas. Mas não foi meu caso.

Mais uma história para contar...

OBS.: o carro saiu ileso da história.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Texto e Foto: Magali Colonetti

Ele trabalha no centro da praça Nereu Ramos, em Criciúma, de segunda a sábado. Sempre atento para o movimento da praça e sempre mirando no calçado de quem anda por ali, porque pode ser um possível cliente. Mesmo a pessoa estando bem distante, seu trajeto é acompanhado e se vier na sua direção já pode ser mais um dinheiro entrando no bolso. É assim, o dia todo olhando de um lado para o outro e chamando: "Ei senhor, vamo engraxá hoje?" Até para dar uma entrevista ele não pára. Rudnei Martins Januário tem 19 anos e há sete trabalha como engraxate. Função que vem de família. Seus tios e o avô paterno já foram engraxates. O seu tio Alfredo foi quem o ensinou. A necessidade de ajudar os pais fez com que, mesmo criança, fosse trabalhar. Profissão de grande concorrência essa, já que oito engraxates ficam juntos no mesmo ponto disputando quem passa.


Na praça, além da companhia dos amigos, tem a dos aposentados que ficam papeando esperando a hora passar, da sua caixinha e da mochila. Caixinha de madeira que ele mesmo fez, e brinca ter o patrocínio da Chevrolet. Onde o cliente coloca o pé tem o mesmo formato da logomarca da multinacional. Dentro dela estão a escova, a graxa e o paninho utilizado para dar aquele brilho especial no sapato do cliente. Por par de sapatos engraxado ele cobra R$ 3,00. Ele não tem muitos clientes fixos, e prefere assim. Acha que esse tipo de cliente acaba espantando os eventuais. Já tem outros meninos que pensam o contrário. Chegam a ir até na casa deles para realizar o serviço. Rudnei tem geralmente quatro ou cinco clientes por dia, o que chega a renda, no final do mês, de quase R$ 400,00. Quando chove demais, esse valor reduz. O dinheiro é utilizado para ajudar nas contas da casa que divide com os pais, irmãos, mulher e um priminho de um ano e dois meses. A criança é filho do tio João Januário, que assassinou a mulher por ciúmes. Ele está preso no Presídio Santa Augusta, em Criciúma. Pegou 21 anos de detenção, mas por causa das leis deve ficar quatro anos.


Quando sobra algum dinheiro no mês, Rudnei compra uma roupa ou algo que esteja precisando. Seu irmão Rafael, de 17 anos, não quis seguir a tradição da família. Trabalha em um supermercado da cidade. A irmã Jaqueline, de 14 anos, até o momento só estuda. Sua companheira Josiane Cruz Fernandes tem 20 anos, também ajuda nas contas da casa onde vive há seis meses. Ela trabalha como passadeira numa fábrica de costura. Dinheiro para oficializar a união eles ainda não tem, já que casar custa caro. Então assim vão vivendo.


Ser engraxate não é o que Rudnei pretende fazer por muito mais tempo. Ele fez um curso de metalúrgico através da prefeitura da cidade e pretende conseguir um emprego na área. Está de olho em alguma vaga na empresa MDS, que fica em Caravággio. Um bairro da cidade de Nova Veneza, distante 18 km de Criciúma. Estudou só até a sexta série, e acha que isso não vai atrapalhar muito. Considera-se um pouco diferente dos demais engraxates, já que tem uma família, uma casa para morar, e pensa além. Também se considera um cara extrovertido.


Durante esses sete anos trabalhando como engraxate, já passou por algumas situações não muito agradáveis. Primeiro acha que muitos ali sofrem preconceito. Um dos motivos é porque a maioria dos engraxates é afrodescendente, e apenas um é mais branquinho como ele mesmo diz.


- Talvez seria a forma como a gente se veste? Mas tem muita gente se que veste assim, acho que não é isso não.


Realmente, Rudnei estava vestido como um adolescente. Mesmo sua roupa sendo um pouquinho mais batida.Mas algumas pessoas passam por eles e nem respondem a tradicional pergunta: "Ei senhor, vamo engraxá hoje?" Isso o deixa magoado, e também acha uma falta de educação. Afinal de contas ele está falando com quem passa. Existem alguns que vão além, como foi um caso que tinha acontecido há pouco tempo. Naquela tarde de quarta-feira, um homem passou e ao ouvir a pergunta olhou para Rudnei e cuspiu para o outro lado. Mas basta conversar com seus amigos que tudo fica bem. Eles mesmos dizem: "cara, isso é normal". Eles acabam acostumando com atitudes assim. Já têm algumas pessoas que ao ouvir a oferta do serviço agradecem e dizem não educadamente. Cada um com o seu jeito.