segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Domingo em família


Estou aproveitando janeiro para curtir o verão, a família, minha casa e os amigos. Em fevereiro só o verão vai continuar na minha rotina. A casa vai ser outra, família e amigos vou passar a ver com menos frequencia. Se tudo der certo de 15 em 15 dias. Neste clima de despedida resolvi viver o domingo que passou em família. Ele na verdade já começou no sábado após o susto de 10 ligações do celular da minha irmã para o meu.

-Bruna aconteceu alguma coisa?
-Maga é o Rafa, não aconteceu nada... quer ir para o Rosa amanhã?
-An, vão que horas?
-Umas oito e meia. Teu pai, tua mãe, o Lindo e a Paula também vão.
-Tá vou pensar e aviso vocês tá? Amanhã vai dar sol será?
-Não sei, mas dai me avisa então.
-Tá cú (diminutivo sacana da palavra cunhado).

Assim começou a história de ir para a Praia do Rosa (foto) no domingo. Achei legal meu pai e minha mãe toparem ir para um lugar que tanto gosto. É uma praia linda, com altas ondas, gente bonita, jovem e surfistas gatos. Mas eu já estava na praia do Rincão, que fica mais próximo da minha cidade mas não é tão linda, as vezes tem altas ondas e alguns surfistas bonitos. Estava eu com minhas amigas para sair na noite que também não é tão divertida quanto a do Rosa. Pensei, pensei, pensei e decidi: Vou aproveitar o domingo em família. Sai da balada umas três e meia, dormi até as sete da manhã acordei para ir até Criciúma. Meia hora depois estava em casa trocando de carro e arrumando a mala certinha para passar o dia na beira mar. Por sorte o dia amanheceu lindo, só o humor da minha mãe que não. Cheguei para tomar café da manhã e quase não consegui me mover na cozinha por causa do tamanho da tromba dela.

-Ai eu queria ir para Laguna e não Rosa.
-Mas Rosa também é legal mãe, tu vai ver. Só que tira essa calça jeans e essa blusa preta. Coloca algo bem leve porque é praia né.
-Ah mas não tenho nada, to cansada, nem sei se queria ir mais...
-Ai mãe vim da praia para passar com vocês, vamos nos divertir.

Minha irmã berra: Não quer ir não vai então...

Mas claro que ela iria, deixar meu pai ir sozinho? E lá ficou ela reclamando das mais variadas formas. Sempre com alguma desculpa. Mas trocou de roupa e foi no banco de trás. Ah isso ela também não gostou muito, mas fui na frente para poder orientar meu pai que é meio facão na BR-101.

Duas horas depois lá estavamos nós entrando em um mercadinho na praia do Rosa. Minha mãe continuava bicuda, já tinha chorado mas resolveu comprar um suco. Meu pai comprou cerveja começou a beber e disse a frase clássica: "Dirige filha". Ele sempre faz isso, até desconfio que só me convida para ir nos lugares para eu ser a motorista. Lá fomos nós para a beira do mar. Achamos um lugarzinho para os carros, pegamos o kit farofa do dia e fomos. Estava realmente um dia lindo para praia. Isso significa um calorão. Meu pai que já estava bebendo achou tudo muito legal, mas minha mãe não deixou o mau humor de lado mesmo depois de olhar aquele visual lindo.

-O que? Vamos ficar aqui? Disseram que iria ter um barzinho, não sabia que iriamos ficar na areia.
-Mãe eu pensei que era no Rosa Sul, lá tem um restaurante e tals. Mas aproveita, essa é uma das praias mais lindas do Brasil.
-Ah na próxima só venho se saber tudo certinho.

Montamos uma extrutura com tenda, cadeiras e cantinho do isopor. Tudo muito bom, menos o humor da minha mãe que começou a contagiar minha irmã e meu pai. Família estressada mas no sol, pelo menos eu e minha irmã. Meu cunhado e o amigo foram jogar frescoboll e a Paula ficou sentadinha em sua cadeira de praia.

Chegou a hora de almoçar, lá fomos eu, minha mãe e meu pai no sol do meio dia pegar o carro para ir até o Rosa Sul ou no centrinho. Andar naquele calor foi cansativo para eles e estressante para mim. Mas chegamos no carro, que graças ao bom senso do meu pai tem ar-condicionado, e saimos dali. Advinha? Minha mãe agora estava de mal humor e com cara de quem iria desmaiar. Meio que fazendo manha sabe? Para dificultar não tinha vaga para estacionar no restaurante do Rosa Sul, o único que eu conhecia até então. Decidimos ir procurar algo no centrinho e por sorte achamos o restaurante Aquarius com uma comida bem caseira, gostosa e barata. (opa propaganda! Me dá 10 reaus). Minha mãe e meu pai até se animaram mais nessa hora, até que enfim, graças a ligação do amigo deles que estava bebasso na praia do rincão. Viva! Acho que vou combinar com ele para ligar sempre que vamos viajar só que mais cedo, assim meus pais ficam mais animadinhos.

Com a barriga cheia voltamos para a beira mar. Dessa vez achamos um local mais perto do acesso ao mar para deixar o carro, ainda bem. Mais três horinhas olhando o mar, pegando sol, encontrando as amigas e vendo a quantidade de argentinos no litoral catarinense. Hora de ir embora, o momento de felicidade da minha mãe.

-É temos que vir para esse lugar mais desestressados. É muito legal aqui.
-Tu acha pai? Gostasse então?
-Eu gostei sim filha.
-Mas contra o stress o pessoal fuma maconha aqui pai.

Não queria deixar essa conversa de fora, mesmo ela ficando em um lugar mais ou menos. Mas, na volta minha mãe dormiu bastante, meu pai ficou lendo as placas e eu dirigindo bem feliz. Chegando em Criciúma meu pai ainda lavou o carro, minha mãe limpou algumas coisas e lavou as escadas. Para quem estava com dor de cabeça até que fez muito não? Eles ainda foram no bar arrumar as coisas para segunda. Só para vocês entenderem nós temos um bar, o negócio do meu pai é servir bebida aos amigos e ganhar por isso. Interessante...

Ah e eu? Estava cansada, stressada e ainda tive que brigar com minha cachorrinha porque ela fez xixi em cima do meu edredon. Minha irma disse que foi para tirar as energias negativas. Tá até pode ser, mas precisava fazer xixi no meu edredon? Fui dormir quebrada depois de um domingo em família. Afinal de contas, qual família não tem um dia desses? E qual família não tem seus probleminhas? Vou sentir falta disso um dia, eu sei.

Um comentário:

Xana disse...

Aqui é Inverno e muito frio este ano .
Boa praia e boas férias!
:)