sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Não a violência contra a mulher

Estava eu e mais algumas meninas vendo um canal de TV na casa de uma delas quando passa um clipe da Rihana. Se você nunca ouviu falar dela, posso definí-la como uma das novas popstars da música americana. Mas o comentário que foi feito durante o clipe me deixou triste. Segundo uma das meninas a cantora foi agredida por seu namorado, o também sucesso da música americana, Chris Brown. O bom é que a moça está falando para todos o que aconteceu. Assim consegue lutar para não ter que viver mais essa triste situação.

Ela conseguiu agir diferente de muitas mulheres que vivem a mesma situação mas ficam quietas. Muitas vezes voltam a ser agredidas, continuam com o companheiro e vão seguindo a vida como podem. Sendo violentadas fisicamente e pscicológicamente.

Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de
constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de
outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato
de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou
delas se apossar.
Infelizmente já fiz parte desse grupo, apanhei uma vez, fiquei com pequenas manchas roxas nos braços e barriga em outras. Ouvi muita coisa ruim e fui humilhada. Demorei algum tempo para me livrar dessa situação, mas fico muito feliz por ter conseguido isso. As vezes passamos a acreditar que realmente somos tudo aquilo que a outra pessoa diz, grande erro. Toda mulher deve fugir dessas situações. Hoje temos a lei Maria da Penha a nosso favor. Ela deve ser usada por todas. Não adianta tentar ajudar a outra pessoa, é uma doença e não vai partir de você a cura. A pessoa muda se quer.

Muitas mulheres já cairam na real e estão utilizando o ligue 180, serviço 24h vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Esse serviço é do governo nacional em 2008 registrou 269.977 atendimentos. Em comparação aos 47.975 atendimentos no ano anterior, temos um crescimento de 245% nos registros.

PERFIS

A maior parte das mulheres que sofreram violência doméstica é jovem – tem entre 21 e 35 anos de idade. A maioria significativa (70%) é solteira, mas 36% mantinham relação estável com o autor da violência à época da denúncia. Em mais da metade desses casos, as mulheres apresentaram baixo grau de instrução, representado apenas pelo ensino fundamental ou mesmo inferior a este. Ademais, a maioria depende ou dependia financeiramente do companheiro.

O perfil do agressor, segundo a pesquisa, é o homem entre 26 e 40 anos de
idade, sendo 71% solteiros. Destes, 36% eram companheiros das denunciantes, com
tempo de convivência variável entre 5 a 12 anos. As profissões mais citadas
foram as de motorista, pedreiro e vigilante, em ordem de ocorrência.

Em alguns casos a mulher faz seu papel mas a justiça não. Mas devemos todas dar o primeiro passo.

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