sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cadê o emprego?

Para muitos brasileiros o dia de hoje é de festa e de feriado, melhorado esse ano por cair numa sexta-feira. Para outros, assim como eu, é o dia de lembrar nosso desemprego. Segundo o IBGE, são dois milhões de desempregados no país. Mair contigente nos últimos 18 meses. Vale lembrar que a situação já foi muito pior. Em 1999 o Brasil era o terceiro país do mundo em número de desempregados. Eram 7,7 milhões de pessoas sem emprego. Só ficava atrás da Índia, com quase 40 milhões de desocupados, e da Rússia, com 9,1 milhões.

A teoria diz que a tendência é piorar. Não por causa da crise, mas por mudanças que acontecerão no mercado de trabalho. João Marcos Rainho fala sobre isso em seu livro Jornalismo Freelancer, Empreendedorismo na comunicação. Segundo ele o motivo maior é a tecnologia. Jeremy Rifkin, um dos pensadores que mais influenciam a política americana, publicou em 1995 o best-seller The end of work (O fim dos empregos). O mundo tem 1 bilhão de desempregados e subempregados. em 1994 ele calculou que 11% dos empregos desaparecem a cada sete anos. Em 50 anos não haverá mais emprego nas fábricas, em uma projeção otimista. É o surgimento da terceira revolução industrial, a das novas tecnologias, da informática, da robótica e das telecomunicações. Já vivemos nela né? Hoje nem todos que são retirados de setores por máquinas são absorvidos em outra função. E a tecnologia chegou também até a agricultura e serviços. A tecnologia gera oportunidades sim, mas não será suficiente para empregar o crescimento vegetativo da população.

William Bridges escreveu Um mundo sem empregos em 1995. Segundo ele o profissional deverá se adaptar a nova realidade tendo em mente que a estabilidade nos empregos não existirá mais. A postura do emprego deverá ser de fornecedor, de contratado por tarefas e serviço temporário. Cada vez mais as pessoas serão descartáveis, não serve mais para a empresa não precisa ficar nela. O funcionário deverá saber enfrentar turbulências e se adaptar as novas tecnologias. Sobreviver a elevados níveis de incerteza, procurar alternativas e ter segurança. (Você reconhece algo disso nos dias atuais? Eu sim.)

As mudanças estão acontecendo, é hora de buscar entende-las e se adaptar. O mundo continua girando, não podemos ficar parados.

História da data

No primeiro dia de maio de 1886 protetos eram feitos na cidade de Chicago, Estados Unidos. Melhores condições de trabalho e redução da carga horária de 12 para oito horas diárias eram as principais reivindicações. O protesto ganhou força total e todos os trabalhadores dos Estados Unidos entraram em greve. Os conflitos com policiais aconteceram alguns dias depois. A revolta foi grande e outros conflitos aconteceram até que em um deles, no dia quatro de maio, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais provocando a morte de sete deles. Iniciava assim o maior confronto desta greve. Policiais atiraram contra os manifestantes e o resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Três anos depois, criou-se o Dia Mundial do Trabalho, para homenagear aqueles que morreram no conflito. A data foi criada durante a Segunda Internacional Socialista, em Paris.

Fontes: Sua pesquisa
Livro: Jornalismo Freelancer, Empreendedorismo na comunicação, de João Marcos Rainho.

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