Eu vivo uma eterna crise existencial. Posso ser realmente do jeito que sou? Uma mulher-menina, meio maluca, meio viajona mas ao mesmo tempo responsável. Uma pessoa que não gosta muito de usar roupa social e salto no dia-a-dia. Que gosta de ir a praia, gosta de ser alternativa e diferente. Sabe o que venho descobrindo nessa minha fase adulta? Que a resposta é não. Afinal de contas, alguns padrões foram impostos pela sociedade. Ser diferente pode não ser a melhor alternativa. Vivemos em um mundo de aparências. Você não é analisada pelo o que realmente é e sim por o que aparenta ser. Superficialidade total.
Vou contar uma histórinha... Sempre fui considerada a hippie e a rata de praia da turma. E realmente sempre fui. Não totalmente, mas no estilo de vestir. Sempre falei gírias, usei termos "pra frentéx" e fui desinibida. Uma vez, por ter esse meu estilo praiano, me chamaram de maconheira no meu ambiente de trabalho. Inclusive ainda fazem essa brincadeirinha sempre. Isso aconteceu há uns cinco anos atrás, e eu nunca havia experimentado a droga. Um dos senhores do departamento falou: "Não tomo o café da Magali, vai que ela coloca alguma ervinha ali." Fiquei sem reação. Um primo meu disse uma vez: "Quem diria heim Maga, tu com esse teu estilo ter duas faculdades." E o que o estilo tem haver com essas duas situações?
Hoje vejo que mudei muitas coisas no meu modo de ser. Penso muito antes de falar algo, não uso mais roupas tão hippies e controlo as gírias. Algumas mudanças são naturais com o passar do tempo, já outras fazem parte das condições impostas para que o mundo acredite em você. Isso às vezes cansa.
Essa fase ai que era boa. Poderia fazer qualquer maluquice, afinal de contas criança pode quase tudo.
Mas decidi ficar no meio termo. Ser eu mesma a maioria das vezes e em algumas situações dar o braço a torcer. Nada como ser você mesma.
4 comentadores:
Oi Maga
Não cede não.
Claro q as vezes a gente tem q dançar conforme a música.
Mas é importante defender seu jeito de ver e acreditar no mundo.
Quem se adapta completamente não produz nada de novo.
Bjnho
Ah! Ja viu a promoção do Penso em Tudo?
Se puder me ajudar a divulgar...
é isso que mais me irrita nos dias de hoje. Quem disse que temos liberdade de expressão? Se esse direito existe esta so no papel. As coisas podem ter mudado um pouquinho com o passar do tempo, mas a liberdade tem um limite e quem não segue os padrões de boa maneira imposto pela sociedade é visto como o anormal. Mas quem disse que essas regrinhas é que estão certas? Odeio regras....
Parabens pelo texto, gostei.
e a foto parece uma japonezinha.
Também gostei do texto.
E vejo que o que realmente importa nessa vida é ser feliz, sem fazer mal pra ninguém =)
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