segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Um amigo chamado Frederico
Ele apareceu como quem não quer nada e deitou no nosso meio. Aproveitou a sombra que o corpo da minha irmã projetava sobre o deque. O calor deveria estar incomodando. Foi recepcionado com carinhos, conversas e perguntas do tipo: “De onde você é?” “Você tem dono?” “Qual seu nome?” Todas sem respostas, mas percebi que ele era um cachorro carente. Minha irmã tinha comentado: quando eu tiver um outro animal de estimação ele se chamará Frederico. Ela já tem uma cachorrinha chamada Ayla, que inclusive era o nome guardado para sua primeira filha. Minutos depois ele apareceu e assim foi batizado. Ali estávamos eu, Bruna e o Frederico. Aproveitávamos para fazer nada. Meus pés estavam na água, minha atenção mirando o horizonte e vários barcos que navegavam na Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC). O sol apareceu e certamente esse domingo era um dia ideal para isso. A Lagoa estava calma, o vento nem tanto. O dia estava lindo. Na faixa de grama outros cachorros, mas esses com seus donos. Pais e filhos, casais de namorados, famílias, atletas de final de semana, atletas de todos os dias e pessoas que também estavam ali para fazer nada. Os boêmios da Lagoa também apareceram.
O Frederico chamou atenção. Alguns minutos depois uma mãe e seu filho fizeram algumas fotos dele. Além de bonito, o Frederico era a tarefa de casa daquele menino. Ele tinha que bater fotos de alguns animais e descrever sua raça. Qual seria a raça desse meu novo amigo? Não faço idéia, mas isso não importa. Brinco que ele parece um Golden Retrivier miniatura. Sou louca por essa raça. Outras duas crianças vieram observá-lo enquanto dormia. Um menino de no máximo dois anos carregou sua mãe até o deque para poder brincar com o cachorro. Ouvimos novamente aquela pergunta: “Esse cachorro é de vocês?” E a resposta: “Não, ele apareceu aqui e está aproveitando a tarde também”. E por ali eles permaneceram cinco minutos. O outro filho do casal, também com no máximo dois anos, não queria muito o Frederico. Ele queria a água da lagoa.
Hora de ir embora. Que pena não poder levar o Frederico para casa. Deixamos ele ali, deitadinho no deque. Uma nova companhia havia chego há poucos minutos, ela parecia divertida. Se não fosse ficaria depois de tomar o copo de caipirinha que tinha na mão. Ele observou nosso trajeto até o carro. Obrigada pela companhia Frederico.
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1 comentadores:
Tadinho!!! Espero que ele ache um dono. Bjks
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