domingo, 11 de julho de 2010

Procura-se Ayla

Este domingo eu, minha irmã e meus pais levamos um susto. A cachorra fugiu! A cachorra em questão mora com meus pais e minha irmã em Criciúma. Soube do sumiço da serelepe pintcher Ayla por msn. Minha irmã veio desesperada avisar que fazia uma hora que eles procuravam a cachorra. Na hora pedi uma foto da Ayla, ela mandou umas quatro, para eu poder publicar no Facebook, no Twitter. Pensei: são redes sociais, ali as pessoas poderiam me ajudar.


Essa é a Ayla serelepe.

Infelizmente não foi isso que aconteceu. Das 609 pessoas que me seguem no Twitter apenas seis (valeu Ligia, Celina, Ademir, Anne Perfeito, Loreta e Aline) mostraram solidariedade. Sendo que duas delas moram aqui em Floripa. No Facebook minha prima, que mora no Rio, Fabìola Goulart que mora em Pelotas e a Fernanda Rodrigues, de Criciúma, fizeram a gentileza de compartilhar a minha notinha deseperada. São mais de 200 amigos ali. No Orkut nem tentei, confesso.

Conclusão: as mídias sociais ao mesmo tempo que criam laços entre pessoas, muitas vezes que nem se conhecem, continuam sendo individualistas. Você lê o que quer, segue quem quer, filtra as informações que quer. Claro que são tantas tuitadas por segundo que poucos percebem tudo que é escrito ali. Isso realmente acontece. Só que surpreende como tuitadas engraçadinhas ou de famosos, só dizendo que a coxa da paniquete é realmente grossa, são retuitadas. Reflexo da sociedade fora dessa rede. Que continua comentando de futebol e esquece dos problemas políticos, de dizer bom dia para seu vizinho, de fazer algo por alguém, de olhar além do umbigo. Reflexo da individualidade da sociedade atual. Seria tão simples só clicar no botão retuitar. Se fosse um cala boca galvão ou uma piadinha relacionada ao comentário da Ivete na final do jogo de hoje renderia algumas retuitadas. Realmente, algo louco.

Também concluí que muitas vezes sou essa pessoa individualista que critico no parágrafo acima. Sei disso. Mas tento observar o que é escrito nos tuites que querem ser mais do que apenas engraçados. Tento enxergar além das minhas tuitadas. Isso na vida real é: tento enxergar além do meu umbigo.

PS.: Encontraram a Ayla. Ela estava perto de casa em algum terreno abandonado. Ficou com medo e se escondeu. Danadinha.

5 comentadores:

Ligia Gastaldi disse...

Que bom que encontraram a Ayla!!!
Ufa!!
Concordo contigo: as redes sociais ajudam amigos a se reencontraem, a formar novas amizades, mas não combate o individualismo dos nossos tempos!
Correria, falta de tempo ... tudo é desculpa! A mudança de hábito cabe a cada um de nós!

Márcia Denardi disse...

Oi, Maga. Concordo com você. O povo tah ficando fútil mesmo. "Coisa séria, vamu ignorar". Que bom que acharam a Ayla. Desculpe não ter ajudado. Se tivesse on line, teria divulgado pro povo. A propósito, adorei seu layout novo do blog. Beijos e vai firme!

Karol disse...

que mentira deslavaaaadaaaaaa! ela tava no chapelão embaixo da mesa de um cliente! huahuahahua
sereleeepe! e eu nem sabia que ela tinha fugido!

Giulia disse...

Ainda bem que acharam ela e vc tem razão sobre as redes sociais!

Giulia disse...

Ainda bem que acharam ela e vc tem razão sobre as redes sociais!

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