sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cada dia, um dia

A vida é realmente uma luta diária. Alguns dias são perfeitos, mas outros você quer apenas esquecer. Existem meses legais, outros já são mais sofridos. Tem dia que você amanhece com a sensação de que a vida é mesmo simples demais. No dia seguinte você se faz tantas perguntas, tenta buscar tantas explicações e acha que de simples ela não tem nada. Por ser mulher posso responsabilizar os hormônios pelos altos e baixos. Uma ótima desculpa, mas isso tudo é apenas a vida. O resultado do que eu escolhi pra ela e dos objetivos que quero conquistar. Sim, estou numa fase danada. Acredito estar pensando demais, analisando demais, gerundiando demais... Existem dias que eu apenas queria não querer ser tão independente.

Quando eu tinha treze anos eu pedi meu primeiro emprego e consegui. Não fui explorada nem nada gente, eu apenas passava as tardes cuidando do meu priminho e tirando alguns fios de roupas da fábrica da minha prima. Eu só queria ter meu próprio dinheiro. Queria chegar aos 18 anos com meu carro, sem depender do meu pai e poder fazer o que desse na telha. Não consegui, isso veio um pouco depois. Mas ser independente continua sendo minha meta. Só que em alguns dias eu queria apenas ser dependente. Queria ter alguém pra cuidar de mim, organizar a minha vida e quem sabe até pensar nos meus problemas por mim. Mas o que são problemas? Talvez eu esteja enxergando alguns que nem existam. Sei que tenho muito mais para agradecer do que reclamar, mas deixa eu reclamar um pouco como forma de desabafo? Essa história de que as pessoas devem ser felizes todo tempo é besteira de marketing para vender mais livros de auto-ajuda. Você tem o direito de reclamar, de chorar, de sentir saudade, de querer fugir um pouco, de ficar quieta no seu canto e não sorrir por um dia. Só não fique sem sorrir mais do que isso tá? Na verdade a saída é ter paciência, afinal de contas tudo se resolve. Nenhum dia é igual ao outro e, como dizia minha vó, deixe estar.

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