sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eita som bom de ouvir

Em uma tarde, há oito anos atrás, eu estava ouvindo o Programa Y na Rádio Atlântida, em Criciúma. O programa era tipo um Pretinho Básico e rolava no mesmo horário. O diferencial é que havia convidados e nesse dia eu ouvi uma banda de reggae cantar a seguinte música: "Se um dia alguém te deixou com o coração ferido, secando ao sol, talvez não tenha entendido, não deu valor...". Amei o que ouvi e grudei as orelhas no radinho. Conversa vai e conversa vem descobri que a banda dona dessa música se chamava Chimarruts. Fui para a internet e baixei as músicas do primeiro CD dos caras, que tinha o mesmo nome da banda. Gostei mais ainda. Alguns meses depois eles fizeram um show numa praia pertinho de Criciúma, a Arroio do Silva. Na verdade a praia fica mais perto de Araranguá, mas lá fui e levei alguns amigos junto. "Gente vocês tem que ir, o som dos caras é muito bom". Foi assim que convenci todos. O melhor foi que no final do show eles concordaram comigo, durante o show eles não conseguiram falar isso porque eu estava lá na primeira fila.


Foto: Portal R7

 
Muitos outros shows dessa banda vieram, mais de dez com certeza. Suas músicas marcaram uma fase da minha vida, foram trilha sonora para alguns momentos, foram um lembrete das coisas boas e até hoje uma de suas músicas faz eu ter força quando me dá vontade de desistir. Isso é reflexo do que as letras deles abordam: pensamentos positivos.

Minha primeira entrevista musical foi com eles. Lembro como hoje: era uma noite de verão, na praia do Rincão (essa sim fica perto de Criciúma), bronze no corpo, cabelos enormes, saião e top. A Maga roots estava vivona e feliz por entrevistar a banda que adorava tanto. Antes de tudo eu disse: "Gente sou muito fã de vocês e fazer essa entrevista é importante demais pra mim." As perguntas foram fluindo e tudo deu certo. Quer dizer, quase. Essa entrevista nunca foi ao ar porque o cinegrafista não capturou nada do áudio da entrevista.

Hoje eu voltei a conversar com eles, dessa vez no estúdio do Na Pilha, programa que apresento na TVCOM SC. Depois de tanto tempo o som deles continua sendo um dos meus preferidos. Contei toda essa história aí para eles, claro que não lembraram nadica. Hoje não uso mais saião, nem cabelo comprido, minha cor está desbotada e não sou mais uma fã maluquinha. Fora isso tudo, a Maga roots continua vivona aqui e a música deles também. O melhor de tudo isso é que o Brasil já descobriu o que eu sabia faz tempo: eita som bom de ouvir.

Um comentário:

Joara disse...

Maga, assino embaixo!
Já tive o prazer de assistir alguns shows deles e adorei todos! As músicas são lindas, letras maravilhosas e inevitavelmente muitas delas marcaram muitos e muitos momentos da minha vida..