segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A vida é uma festa

Você lê o título do post e pensa: essa Magali deve ser feliz mesmo. Tudo bem, sou feliz na maioria dos dias do ano. Salve os dias de TPM, os dias de crise existencial e os dias que esqueci de citar aqui. Realmente tenho muito a agradecer.

Só que esse título serve para afirmar que a vida é cheia de festividades. Você nasce e já encara um batizado, depois tem a festinha de um ano. No período que antecede isso tudo sua mãe faz algumas festas que não são tradicionais. Quando você ri pela primeira vez, quando fala alguma palavra nova, quando fica sentadinha com facilidade, quando dá os primeiros passos... é festa por todos os avanços fofos de sua fase de bebê. Você cresce um pouco e encara as festinhas da escolinha. Na quarta série a primeira formatura e na oitava série mais uma (sou da fase que os anos eram contados assim, agora tem o ensino médio né?). Se for católico passa pela primeira comunhão e pela crisma entre essas duas formaturas. Enfim, chega a festa de 15 anos e a hora de você mostrar que cresceu. Vestido bonito, festa chique no clube da cidade... confesso que nunca gostei dessa festa. Para alguns meninos ela pode ser legal, afinal de contas rola aquele encontro de toda a galera do colégio no clube, todas as meninas reunidas e quem sabe uma primeira bebedeira. Encher a cara é mais comum na festa de 18 anos, se bem que isso não é novidade já que você encheu a cara na formatura do terceirão.

E as festas continuam. O que acontece quando você passa no vestibular? Mais uma festa! Depois rola um trote legal e mais festas. Universitários realmente sabem fazer festas e o melhor são os babados que acontecem nelas. Esse é um período interessante para você colecionar histórias para contar. Algumas nunca poderão ser contadas aos filhos ou netos, mas rendem boas risadas com os amigos nas conversas de bar. A última festa da turma é a formatura. Você poderia estar cansado de tantas formaturas, mas quanto mais o tempo passa, mais você aprende a aproveitar uma festa. Outra coisa que não cansa são as festas tradicionais da região que você mora. Elas podem ser sempre iguais, mas você não perde de jeito nenhum.

Fim da faculdade, fim das festas? Não mesmo. Se você tem namorado, começa a pressão para o casamento. Afinal de contas você já tem uma profissão, um diploma e, se tudo deu certo, está ganhando bem. Surge um noivado e depois de um ano (se você tiver sorte e não namorar um cara que goste de enrolar) o casamento. O bom mesmo é ir no casamento dos outros. Bebida e comida de graça são interessantes. Se você não for o padrinho pode parcelar um ferro de passar em cinco vezes.

Opa! Lá vem um bebê. O que se faz? Mais festa. Com o nascimento do filho as festas começam a se repetir. Se você encontrou o amor de sua vida na primeira tentativa pode ter que festejar o amor depois de 25 anos. Se tiver sorte, e viver para isso, vai comemorar os 50 anos de casamento. E se for um velhinho descolado até seu velório vira festa. Tente fazer isso, afinal de contas encerrar a vida com uma festa seria interessante.

Entendeu o título do post agora? Vamos viver e festejar minha gente.

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