segunda-feira, 20 de maio de 2013

Penso, penso, penso...

Penso, logo existo já dizia Descartes ao ver que ele poderia pensar livremente e ser o filósofo que era. Ouso aqui adaptar essa frase para: penso, penso, penso, penso e continuo pensando. Sim, essa combina mais comigo. Com minha mente acelerada, ansiosa e muitas vezes confusa. Penso, penso, penso... e escrevo. Algo que sempre fiz e algo que minha terapeuta orientou. Penso, penso e penso. Penso tanto que me estressa. Penso tanto que esqueço o que pensei antes de tudo. Hoje o pensar está me angustiando. Minha tarefa é desacelerar essa mente pensante e maluca. Mas ver uma mulher segurando uma sacola plástica numa mão e portando uma bengala na outra me fez pensar, por exemplo. Sim, ela estava ali parada na beira da calçada olhando para os dois lados da rua. Atravessar era possível, eu mesma pensei umas três vezes e mentalizei: vai senhora! Mas ela não foi. Acho que ela deveria estar pensando, pensando e pensando.

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